Família diz que sobrevivente de explosão em hospital no AC foi salva por cordão com crucifixo

Maria Santos, de 41 anos, passou por três cirurgias e saiu da UTI nesta quarta-feira (9). Filha acredita que cordão impediu que estilhaços perfurasse pele da mãe

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Família diz que sobrevivente de explosão em hospital no AC foi salva por cordão com crucifixo — Foto: Arquivo pessoal

Após passar por três cirurgias, a chefe do setor de manutenção do Hospital do Juruá, Maria Conceição Santos, de 41 anos, ficou cinco dias na UTI e foi levada para a clínica cirúrgica na manhã desta quarta-feira (9).

De acordo com a família, ela se recupera bem dos ferimentos que sofreu durante a explosão de um compressor de ar-condicionado, que acabou matando o marido dela, Marcela da Silva e Erisson Guedes, que faziam a manutenção do aparelho na última sexta-feira (4).

Conceição estava com o marido e o outro servidor em uma sala que servia como depósito de equipamentos. De acordo com o Corpo de Bombeiros, com a explosão, os estilhaços atingiram os servidores.

A chefe do setor de manutenção também teve ferimentos graves e de forma imediata foi levada à sala de cirurgias e foi submetida a três procedimentos para a retirada de estilhaços que ficaram alojados em seu corpo e para conter os sangramentos. De acordo com a filha dela, Dauana Santos, de 21 anos, ela teve ferimentos na clavícula, na perna e queimadoras graves no rosto e no braço.

“O que salvou ela foi um cordão com um terço que segurou um estilhaço que bateu na clavícula dela e impediu de aprofundar muito. Ela passou por uma cirurgia na clavícula, outra na perna e outra para fazer uma raspagem no rosto que queimou”, relata a filha.

Nesta quarta-feira, fora da UTI, a paciente não apresenta mais riscos. De acordo com a filha, ela ainda lamenta a morte do marido, mas o que conforta a família é saber que ela não deve demorar muito a receber alta.

“A família toda está muito abalada porque foi um choque para todos nós, mas o que nos conforta é saber que minha mãe está viva. Está fora de risco, andando e conversa normal. Só estão esperando ela ter uma melhora da queimadura do braço e da cirurgia da perna porque foi muito profunda. Acredito que na próxima semana ela já vai ter alta”, disse Dauana.

O acidente, que matou os dois servidores e deixou a chefe de manutenção do Hospital do Juruá ferida, está sendo investigado pela Polícia Civil em um inquérito que deve ser concluído no prazo de 30 dias. De acordo com o Corpo de Bombeiros, o local onde os servidores faziam manutenção nos ares-condicionados era inadequado para esse tipo de serviço, mas só o laudo pericial deve apontar o que provocou a explosão.

Fonte: G1

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