Denúncia contra transporte ilegal de combustível em barcos já havia sido feita em 2018: “Ninguém me ouviu”

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Um morador do bairro Miritizal, em Cruzeiro do Sul, já havia feito uma denuncia em outubro de 2018 contra o abastecimento ilegal de combustível nas embarcações no Rio Juruá. Este tipo de procedimento que causou a explosão de um barco na última sexta-feira, 7, matando uma pessoa e ferindo outras 16.

“Eu fui no Ministério Público, que me mandou ir no Imac e quem me atendeu melhor foi o Corpo de Bombeiros que me explicou que não era permitido. Porém, quando eu estava no Ministério Público, o pessoal da Marinha foi na minha casa e tentou me intimidar. Sei que com isso começaram a botar o caminho um pouco mais distante da minha casa, pois eu tinha criança pequena”, relata o morador Pedro da Cruz.

Ele explica que poderia acontecer um acidente, pois havia uma balsa que faz solda nas proximidades, na beira do rio. “Ninguém me ouviu, espero que o Ministério Público vá a fundo nisso e não deixe mais isso acontecer”, desabafa.

No dia da explosão, Pedro ficou desesperado ao ver que o fogo se aproximava da sua casa e que várias pessoas estavam sofrendo com as queimaduras. “O caminhão estava abastecendo aqui do asfalto, quando explodiu o motorista logo cortou o combustível, mas o fogo ainda chegou até a rua. E o batelão pegou fogo muito forte que chegou até a queimar os pés de jambo na frente de casa”, explica.

Com informações do Juruá em Tempo

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