Presidente da Câmara de Vereadores de Brasiléia é multado e tem direitos políticos cassados por 8 anos

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Mário Jorge foi condenado por abuso de poder econômico e perde direitos políticos – Foto: arquivo

O juiz da 6ª Zona Eleitoral, Gustavo Sirena, julgou na manhã de segunda-feira (12) procedente o processo nº 559-44.2016.6.01.0006 e condenou o atual presidente da Câmara de Brasiléia, Mário Jorge Fiesca (PMDB), acusado de crime eleitoral, de abuso de poder econômico, uso indevido de meio de comunicação social e reiterada divulgação de propaganda em rádio e televisão em período vedado.

Entre as acusações contra Mário Jorge Gomes está a de compra de votos em troca de medicamentos. A denúncia foi comprovada por meio de uma interceptação telefônica entre o vereador e uma funcionária de sua farmácia.

No entendimento do magistrado, há indícios que caracterizam o crime.

Vale ressaltar que uma lista de medicamentos, escutas telefônicas e depoimentos também foi apresentada ao Ministério Público para reforçar a representação contra o vereador.

Segundo o processo, o advogado de defesa sustenta que seja demonstrado o abuso de poder econômico e sua prática tenha influído no pleito eleitoral, sendo rebatido pelas provas evidenciadas nos fornecimentos de remédios.

Diante dos fatos, foi concluído que vereador Mário Jorge teve o registro de sua candidatura cassado referente ao pleito de 2016, inelegibilidade por oito anos, multa que poderá chegar a R$ 10 mil. A mesma sentença foi direcionada à funcionária, sendo que a multa pode chegar a metade do valor.

Por fim, o magistrado pede que seja feito o cálculo para nova disposição das vagas para vereadores, sendo atualizada para a diplomação que acontece nesta terça-feira (13).

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