Esquenta o clima na fronteira: comerciantes bolivianos fecham comércios contra aumento de impostos

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A briga política do presidente Boliviano com o Departamento (Estado) de Pando, um dos maiores enclaves de oposição ao governo central do país, pode resultar em um trauma nacional e causar sérios prejuízos para os comerciantes brasileiros do Alto Acre. Em todas as eleições recentes, a oposição ao governo de La Paz venceu as eleições em Pando.

Por conta de um aumento de impostos que entrou em vigor recentemente, a maioria dos comerciantes da Zona Franca (Zofra) de Cobija, capital do Departamento, fecharam as lojas e a cidade está totalmente parada. Se a questão não se resolver em breve, vai provocar uma queda na arrecadação de impostos e na geração de empregos no lado brasileiro.

Impostos aumentaram

Conforme informações do jornalista Alexandre Lima, do site O Alto Acre, a questão toda envolve os artigos 3 e 4 da lei que regulamenta Zofra. A mudança praticamente dobrou os impostos sobre bebidas, cigarros e eletroeletrônicos, os principais produtos de venda para os turistas brasileiros, os maiores clientes.

Por conta do aumento das taxas, nas últimas semanas mais de 100 estabelecimentos comerciais já fecharam na cidade por conta da redução das vendas motivada pelos preços mais elevadas dado o aumento dos custos.

Ranço político

As informações locais revelam haver um ranço por parte do presidente boliviano, Evo Morales, o qual sempre quis acabar com a Zofra, mas não conseguiu pela pressão política local. Por conta isso, Evo prorrogou para outros 20 anos, mas, em compensação, praticamente dobrou os impostos, reduzindo as margens.

A briga política levou a manifestação dos comerciantes, na forma do locaute iniciado na segunda-feira. Com isso as ruas de Cobija estão às moscas e jão com reflexos nos comércios do lado brasileiro.

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