Delegacia de Assis Brasil funciona com um agente, sem telefone, internet, carro e porta quebrada

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A Secretaria de Segurança Pública do Acre após denúncia que o prédio da delegacia da pequena cidade de Assis Brasil, localizada na tríplice fronteira, não teria condições de manter um preso em suas dependências, ainda não buscou meios para solucionar o problema.

O caso do Marcelo Marcos Rodrigues da Silva (22), registrado em março passado, mostrou a vulnerabilidade em que passa o agente plantonista, após fugir de dentro da delegacia. Este se entregou 10 dias depois, sendo necessário chamar o único policial que não se encontrava no prédio.

Em setembro de 2017, o único agente plantonista, teve que usar de uma arma atirando para cima, afim de expulsar parentes de um índio que havia sido preso, na tentativa de invasão da delegacia.

Segundo denuncias da própria população, o serviço de expedição de cédulas de identidades está parado a meses, sendo necessário a ida nos municípios vizinhos de Epitaciolândia ou Brasiléia. Para piorar, a delegacia está sem os serviços de internet, telefonia e veículo.

Nesta última semana, um jovem de 17 anos foi morto por um conhecido com um golpe de arma branca (faca) no ramal do Icurian. O principal suspeito se entregou nesta terça-feira (25), com apoio de familiares que haviam recebido a intimação e levaram até o ente.

Tanto o acusado, quantos os familiares, tiveram que ficar na delegacia sem proteção, enquanto o agente plantonista fosse até o Quartel da PM, para que pudesse fazer uma ligação para Brasiléia e comunicar o fato.

O delegado que está respondendo por Assis Brasil, também está por Brasiléia e Epitaciolândia.

O acusado, agora intimado, ficou sabendo que deverá se apresentar em Brasiléia, distante 110km por conta própria. A porta está sem a fechadura, ficando aberto durante toda a noite, a mercê de ser depredado pela madrugada.

Com informações do Alto Acre

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