Há indícios de que jovem morreu após ser torturado por militares no Acre, diz MP

Quatro PMs estão presos no Batalhão de Polícia Ambiental e devem continuar até o julgamento

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Jovem morreu no Pronto Socorro da capital/FOTO: cedida pela família

O promotor de justiça do Ministério Público do Acre (MP/AC), Teotônio Soares, titular da Comarca de Acrelândia, no interior do Acre, afirmou em entrevista a imprensa na quarta-feira (26), que existem fortes indícios de que o jovem Edimilson Simão Rocha, 29 anos, tenha realmente sido vítima de tortura supostamente praticada por quatro policiais militares no dia 30 de junho.

Os policiais Sandro, Adenildo, Nunes e um outro de nome desconhecido, teriam abordado o homem em uma avenida da cidade e o agredido com chutes, socos, pauladas e inclusive com choques elétricos. O promotor relata ainda, que Rocha foi levado à Delegacia de Polícia Civil do município desacordado. Após ser liberado, ele procurou o hospital da cidade onde ficou internado.

O quadro de saúde do trabalhador braçal era grave, e por conta disso foi necessária a transferência para o Hospital de Urgência e Emergência de Rio Branco (Hueb), onde ele não resistiu e morreu no dia 6 deste mês. O atestado de óbito comprova que Rocha sofreu edema cerebral, traumatismo craniano e lesões no fígado e outros órgãos. A Folha do Acre foi o primeiro jornal a noticiar o caso.

“Ele não estava caminhando, nem urinando, sentia muita dor abdominal e, segundo consta em alguns prontuários, expelia sangue pela boca e nariz. Diante dos fatos, restou comprovado para o MP-AC que há fortes indicativos que ele tenha sido vítima de um crime de tortura com resultado morte. Postulamos pela prisão preventiva e o juízo deferiu”, disse o promotor.

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