Dados meteorológicos indicam redução significativa no volume de precipitações no Acre em junho de 2026, marcando o início da estação seca no estado e elevando o risco de incêndios florestais e queda nos níveis dos rios e mananciais.
Em Rio Branco, a média histórica de chuvas cai de aproximadamente 98,7 milímetros em maio para cerca de 44,8 milímetros em junho — redução de cerca de 55%. Nos municípios de Epitaciolândia e Brasiléia, o volume médio recua de 81,8 milímetros para 32,2 milímetros no mesmo período.
A previsão para junho de 2026 aponta condições próximas da normalidade climática, com possibilidade de variação de até 20% acima ou abaixo da média histórica. As temperaturas devem permanecer ligeiramente abaixo dos índices normalmente registrados para o mês.
Friagens e chuvas isoladas
Especialistas apontam que a redução das precipitações faz parte do comportamento climático típico do estado nesta época do ano. Eventos isolados de chuva forte, no entanto, ainda podem ocorrer, especialmente durante a chegada de massas de ar frio provenientes da região Sul do continente.
A expectativa é que duas ondas de frio polar atinjam o Acre ao longo do mês, provocando friagens e contribuindo para dias mais secos e ensolarados, com noites de temperaturas mais amenas em grande parte do estado.
Monitoramento ambiental
Com o avanço da estiagem, autoridades reforçaram o monitoramento ambiental em razão do aumento do risco de incêndios florestais e da possibilidade de redução nos níveis dos mananciais que abastecem os municípios acreanos.
Em anos anteriores, a queda acentuada das chuvas contribuiu para secas severas e impactos no abastecimento de água em diversas localidades do estado.
