O ex-prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PSDB), se manifestou na noite desta quinta-feira, 4, sobre a instauração de um Procedimento Investigatório Criminal (PIC) pelo Ministério Público do Acre (MPAC) para apurar possíveis irregularidades no contrato firmado entre a Prefeitura de Rio Branco e a empresa Ricco Transportes, responsável pela operação do transporte coletivo da capital durante sua gestão.
Em nota divulgada nas redes sociais, Bocalom afirmou ter recebido a notícia “com a maior tranquilidade” e classificou a investigação como um procedimento normal dos órgãos de controle.
“Com a maior tranquilidade no meu coração, recebi a informação, por meio da imprensa, acerca da instauração do procedimento. O Ministério Público está corretíssimo em abrir tal procedimento, e ao final das investigações ficará provado que Bocalom trabalhou sempre dentro da legalidade”, declarou.
O ex-prefeito também rebateu críticas relacionadas ao caso e afirmou que tentativas de associar a investigação à sua imagem têm motivação política.
“Pena que algumas pessoas maldosas tentam politizar o fato, querendo denegrir a imagem de um homem de caráter ilibado. Mas isto reflete o medo que eles têm de nós chegarmos ao governo e moralizarmos a máquina pública”, afirmou.
Na manifestação, Bocalom destacou que, durante suas gestões em Acrelândia e Rio Branco, sempre orientou servidores e colaboradores a atuarem dentro dos limites da lei. “Eu nunca, em minha vida, orientei quem trabalha comigo a fazer algo que não estivesse amparado na legislação. Sempre me pautei pela legalidade. Nunca tive uma conta reprovada”, disse.
O ex-prefeito também citou medidas adotadas durante sua administração, como o fortalecimento da Procuradoria-Geral do Município (PGM) e da Controladoria-Geral do Município (CGM), argumentando que buscou ampliar os mecanismos de controle interno da prefeitura.
Ao abordar especificamente o sistema de transporte coletivo, Bocalom afirmou que sua gestão promoveu mudanças voltadas aos usuários do serviço. “Fizemos a maior justiça social da história quando retiramos, pela primeira vez, das costas dos usuários, o pagamento das gratuidades dos idosos, dos alunos e das pessoas com deficiência”, declarou.
Segundo ele, a tarifa do transporte coletivo foi reduzida durante sua administração e permaneceu sem reajuste mesmo diante da alta no preço dos combustíveis.
Ao encerrar o pronunciamento, o ex-prefeito reiterou que está à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos. “Tenho consciência tranquila daquilo que fiz. Estarei sempre à disposição dos órgãos competentes para dirimir qualquer dúvida”, concluiu.
O procedimento instaurado pelo MPAC tramita sob sigilo e apura a legalidade do contrato emergencial firmado em 2022 entre a Prefeitura de Rio Branco, a RBTrans e a empresa Ricco Transportes, incluindo aditivos, mecanismos de fiscalização e repasses financeiros realizados durante a execução contratual.

