O fantasma da seca extrema voltou a assombrar a capital acreana antes mesmo do esperado. Na medição realizada às 5h15 desta sexta-feira (5), o nível do Rio Acre registrou mais uma queda consecutiva, rompendo a barreira dos três metros e atingindo a marca crítica de 2,96 metros.
Sem registrar uma única gota de chuva nas últimas 24 horas, o ritmo de vazante acelerou drasticamente, consolidando um cenário alarmante para o início de junho, período em que o rio costuma apresentar volumes bem mais seguros.
Segundo o boletim oficial da Defesa Civil Municipal, assinado pelo tenente-coronel Cláudio Falcão, o recuo do rio em Rio Branco não é um fato isolado, mas o reflexo de um esvaziamento generalizado em toda a bacia hidrográfica.
O que mais preocupa as autoridades é o calendário: o auge do ‘verão amazônico’ e a estiagem mais severa costumam acontecer apenas entre agosto e setembro. Estar com o nível tão baixo logo no início de junho é um forte indicativo de que o estado pode enfrentar uma das piores secas da sua história recente.
O monitoramento detalhado das últimas horas revela que o Rio Acre perdeu a capacidade de recuperação. Pequenas elevações registradas na fronteira, de apenas um centímetro em Assis Brasil e Brasiléia, foram insuficientes para mudar o curso do desastre.
Estações estratégicas como Xapuri, Espalha e o Riozinho do Rola, principal braço que alimenta as águas da capital, operam em forte declínio, secando a olhos vistos e deixando Rio Branco em situação de extrema vulnerabilidade.
