O indígena Nanes Batista Domingos Kaxinawá, de 32 anos, está desaparecido após cair nas águas profundas do Rio Purus, nas proximidades da Aldeia Novo Marinho, zona rural de Santa Rosa do Purus. O incidente ocorreu na noite do último domingo (31).
De acordo com relatos de familiares, a vítima passou o dia consumindo bebidas alcoólicas e cruzou o leito para ir à propriedade de um vizinho. No retorno, a embarcação, um barco de grande porte com capacidade para até oito passageiros, enfrentou dificuldades de navegação ao tentar atracar no porto, derivando de volta para a correnteza central.
“Eles tentaram chegar ao porto, mas não conseguiram e voltaram para o meio do rio. Foi quando meu tio acabou caindo. Ninguém viu o momento exato e estamos desesperados”, revelou o sobrinho da vítima, Jeneci Francisco Pereira Kaxinawá.
A embarcação era conduzida por um amigo de Nanes, cuja identidade não foi divulgada. Devido às dimensões do barco, os dois homens estavam posicionados em extremidades opostas: o condutor na frente (proa) e a vítima na parte traseira (popa). O piloto, que também apresentava sinais de embriaguez, conseguiu se salvar e reportar a situação à comunidade, mas o sumiço repentino impediu qualquer reação imediata.
Nanes é uma figura conhecida e querida na região, onde atua como funcionário da cantina da escola local. Pai de três filhas, o trabalhador deixou a família em estado de choque profundo. “Minha esposa e a mãe dela choram muito e até agora não pararam”, desabafou o familiar.
Força-tarefa montada
Segundo o capitão Gustavo Marinho, porta-voz do Corpo de Bombeiros, uma complexa operação de busca foi programada detalhadamente. Uma equipe especializada de mergulhadores partiu de Rio Branco para reforçar o pelotão de Sena Madureira, deslocando-se via Manoel Urbano até atingir o ponto crítico. O comando projeta uma operação contínua de varredura com duração inicial de quatro dias.

