Ícone do site Folha do Acre
Destaque

Coluna da Gina: o palanque da Marcha para Jesus, a rejeição de Bocalom e o espólio político de Gladson

Coluna da Gina 01/06/2026 às 09:46

Marcha para Jesus

A Marcha para Jesus, realizada no último sábado (30), foi uma mistura de fé, aparência de palanque eleitoral e má organização, com influencers tomando o espaço da imprensa. Foi uma salada louca no caldeirão político do Acre.

Correria santa

Quem viu a Marcha para Jesus no sábado talvez tenha saído com uma dúvida: era um evento religioso ou uma prova de resistência física? A governadora Mailza Assis correu com o empenho de uma maratonista da São Silvestre.

Madson Cameli

Madson Cameli passou boa parte do tempo tentando acompanhar o ritmo da governadora. Quem observava de longe já começava a se preocupar com a capacidade cardiorrespiratória do rapaz.

2026

No fim, a Marcha para Jesus terminou, mas ficou a impressão de que alguns participantes estavam menos preocupados em chegar ao céu e mais interessados em chegar a 2026. E, pelo visto, de preferência na frente das câmeras.

Imprensa do lado de fora, influencers no altar

Parece que virou moda, em eventos oficiais no Acre, barrar jornalistas, esvaziar coletiva e abrir tapete vermelho para influenciadores digitais gravarem videozinhos.

Virou moda

No sábado, durante a Marcha para Jesus, repórteres foram impedidos de entrevistar o cantor Thalles Roberto. Enquanto isso, o camarim estava lotado de influencers, alguns com perfis mais inflados que balão de festa infantil, cheios de seguidores comprados e relevância alugada.

Complicado

A imprensa, que trabalha, pergunta, apura e incomoda, ficou do lado de fora. Já a turma do “grava um stories comigo?” teve acesso privilegiado, sorriso, pose e conteúdo para fingir prestígio na internet.

Depois reclamam

Depois reclamam quando a cobertura fica crítica. Querem divulgação, mas não querem perguntas. Querem palco, mas não querem imprensa. Querem repercussão, mas preferem entregar o microfone a quem confunde notícia com autopromoção.

Bocalom

Até aqui, parece não ter dado muito certo a aposta de Tião Bocalom de ancorar sua pré-candidatura ao governo nos resultados da gestão que fez à frente da Prefeitura de Rio Branco. A rejeição que ele tem como candidato, de acordo com as pesquisas, é justamente por conta da gestão. A gestão virou passivo eleitoral.

Arrependidos

Já tem gente do grupo de Bocalom, que o incentivou a ser candidato, arrependida e se dando conta de que pode ficar sem espaço político algum. Estão entendendo tarde que vencer a eleição em 2024 não significa automaticamente estar pronto para vencer o Acre.

O Senado virou a grande incógnita

A falta de definição sobre o furuto político de Gladson Camelí torna o cenário uma incóngita. Se Gladson conseguir liminar, entra forte e polariza. Sem liminar, vira cabo eleitoral de luxo, disputado, observado e limitado.

A pergunta real é: quem herda o espólio político?

Se Gladson ficar fora, o grupo precisa decidir se o substituto será alguém da família política, alguém de confiança de Mailza ou um nome de consenso da direita. Essa escolha pode unir ou rachar a base.

Resumo seco

Gladson continua sendo força política, mas deixou de ser dono do próprio calendário. Hoje, quem segura a caneta do futuro dele não é mais o eleitor acreano sozinho, é o Judiciário.

Jonatha Santiago

O advogado Jonatha Santiago, subchefe do Gabinete Pessoal da governadora, nega que tenha se metido na patuscada que empoderou o MDB em detrimento de partidos aliados de Mailza Assis.

Relaçao com MDB

Jonatha Santiago afirma que não tem qualquer relação com o MDB e, tampouco, fez qualquer movimento que enfraquecesse partidos aliados.

Bom dia a todos.

Sair da versão mobile