O produtor rural Daniel Paixão, de 32 anos, afirmou que pretende regularizar a produção de queijo após ser preso durante uma operação que interditou uma fábrica clandestina em funcionamento sem autorização sanitária. Ele foi liberado após audiência de custódia realizada na última quinta-feira, 4.
Em entrevista, Daniel informou que buscará orientação junto aos órgãos responsáveis para adequar a atividade às exigências legais. “Vou correr atrás para legalizar. Quero procurar os órgãos competentes, buscar orientação e construir um espaço adequado para trabalhar dentro da lei”, declarou.
A fábrica foi fechada durante uma ação conjunta das autoridades sanitárias e policiais, que apontaram a ausência de licenciamento e de condições consideradas adequadas para a produção de alimentos. Durante a fiscalização, parte da matéria-prima utilizada na fabricação dos queijos foi descartada.
Segundo o produtor, a atividade começou em dezembro do ano passado como uma alternativa para complementar a renda familiar. Ele relatou que produzia cerca de 20 queijos por dia, com comercialização voltada principalmente para lanchonetes, vendedores de espetinhos e consumidores locais.
Daniel reconheceu que a produção ocorria em uma estrutura improvisada, mas afirmou que adotava cuidados com a qualidade do leite utilizado. Ele também disse que pretende investir na adequação do empreendimento para atender às exigências dos órgãos de fiscalização.
Além da investigação relacionada à produção de queijo, uma espingarda foi apreendida na propriedade. O produtor afirmou que utilizava a arma para afugentar animais silvestres que atacavam criações da família.
O caso segue sendo acompanhado pelos órgãos competentes, enquanto o produtor busca a regularização da atividade junto às instituições responsáveis pela inspeção e certificação sanitária.
Com informações do g1/acre.

