O estado do Acre recebeu um reforço de peso para acelerar a realização de cirurgias eletivas e reduzir o tempo de espera na rede pública. Através do Novo PAC Saúde, o Ministério da Saúde destinou mais de R$ 10 milhões ao estado para a aquisição de sete “combos cirúrgicos”. A medida faz parte de uma estratégia nacional para fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) e descentralizar o atendimento de média e alta complexidade.
O anúncio oficial foi feito pelo ministro da Saúde, Alexandre Padilha, durante uma nova etapa de assinatura de contratos para a compra de equipamentos hospitalares. Em todo o país, o investimento total ultrapassa os R$ 546 milhões, englobando a entrega de 300 combos cirúrgicos e 40 tomógrafos distribuídos por 185 municípios.
Cidades beneficiadas e equipamentos em operação
No Acre, os novos equipamentos já começaram a mudar a realidade de hospitais em três municípios estratégicos: Brasiléia, Cruzeiro do Sul e Rio Branco.
Os kits enviados ao estado são focados em cirurgias gerais e oftalmológicas. De acordo com a secretaria de saúde, os aparelhos já estão em operação, garantindo mais agilidade e segurança em procedimentos que antes sofriam com a lentidão das filas de espera.
Como funcionam os “combos cirúrgicos”?
A estratégia do governo federal visa estruturar novas salas cirúrgicas e modernizar a rede existente através do programa Agora Tem Especialistas. Os kits são divididos por especialidades:
- Combo de Cirurgia Geral (6 equipamentos): Permite a realização de procedimentos de baixa e média complexidade, como laqueaduras, vasectomias e intervenções gerais.
- Combo Oftalmológico (5 equipamentos): Focado na ampliação de cirurgias especializadas, com destaque para os mutirões de catarata.
Impacto na Região Norte: A estimativa do Ministério da Saúde é que a capacidade potencial para cirurgias oftalmológicas na Região Norte cresça até 134%, ajudando a reduzir desigualdades históricas de acesso à saúde especializada na Amazônia.
Metas ousadas a nível nacional
A nível nacional, a expectativa é que os 300 novos combos permitam a realização de 428 mil cirurgias eletivas extras por ano.
Os dados mostram uma tendência de aceleração: em 2025, o programa foi responsável por 14,9 milhões de cirurgias eletivas no Brasil — um salto de 42% em comparação aos números registrados em 2022.
Instalação imediata e garantia
Para evitar que os aparelhos fiquem parados em depósitos, o Ministério da Saúde informou que o contrato de doação já inclui a instalação física, o treinamento completo das equipes locais e uma garantia estendida de 36 meses. As entregas, que começaram em fevereiro, têm previsão de conclusão até o final de junho deste ano.
se
