Dados do IBGE mostram avanço acreano superior ao de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul no período
O Acre registrou crescimento de 17,1 anos na expectativa de vida ao nascer entre 1980 e 2025, desempenho acima do observado em estados do Centro-Sul do país, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgados pelo perfil Geografia Dinâmica com base no Censo de 1980 e em projeções demográficas para 2025.
O resultado coloca o estado acima de São Paulo (14,3 anos), Paraná (15,2 anos), Santa Catarina (14,5 anos) e Rio Grande do Sul (12,4 anos) no mesmo indicador. Em relação ao estado gaúcho, a diferença é de 4,7 anos — o Acre avançou cerca de 38% a mais que o Rio Grande do Sul no período.
O levantamento aponta que os maiores ganhos de expectativa de vida no Brasil se concentram nas regiões que apresentavam os piores indicadores há quatro décadas. A Paraíba lidera o ranking nacional, com aumento de 22,7 anos, seguida por Rio Grande do Norte (22,3 anos), Pernambuco (22,0 anos), Alagoas (21,7 anos), Piauí (21,4 anos), Ceará (21,3 anos), Maranhão (21,1 anos) e Pará (21,3 anos).
O Acre não integra o grupo dos dez maiores crescimentos do país, mas aparece entre os estados do Norte com evolução significativa. O desempenho acreano fica abaixo de Amazonas (18,2 anos) e Roraima (18,0 anos), mas acima de Rondônia (17,9 anos), segundo os dados divulgados.
Os números indicam redução das desigualdades regionais nos indicadores de saúde, tendência observada em todo o território nacional ao longo das últimas quatro décadas.
