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Treinador do Santa Cruz chama jogadores do São Francisco de “maconheiros” e caso vai parar na delegacia

Por Kauã Lucca, da Folha do Acre 29/05/2026 às 09:51

Técnico do Santa Cruz Acre Esporte Clube, Pedro Balu/Foto: Reprodução

Uma declaração do técnico do Santa Cruz Acre Esporte Clube, Pedro Balu, após a vitória por 3 a 0 sobre o São Francisco, pelo Campeonato Acreano Sub-20, provocou repercussão fora das quatro linhas e terminou com registros de boletins de ocorrência na Delegacia de Flagrantes, em Rio Branco.

Após a partida disputada na noite de quinta-feira (28), na Arena da Floresta, Pedro Balu concedeu entrevista ao repórter Demóstenes Nascimento, da Dedé TV, e criticou profissionais vindos de outros estados para atuar no futebol acreano.

Durante a entrevista, o treinador afirmou que os dirigentes precisam profissionalizar o futebol local e selecionar melhor os profissionais que chegam ao Acre. Em seguida, fez referência a jogadores da equipe adversária, utilizando o termo “fumador de maconha”.

Após deixarem a Arena da Floresta, o técnico do São Francisco, Erick Rodrigues, e atletas da equipe procuraram a Delegacia de Flagrantes para registrar ocorrências relacionadas às declarações.

Segundo informações divulgadas pelo clube, Erick Rodrigues registrou boletim de ocorrência por suposta homofobia. Já um grupo de jogadores formalizou denúncia por suposta xenofobia, além de calúnia e difamação.

Diante da repercussão do caso, a diretoria do Santa Cruz divulgou uma nota oficial na manhã desta sexta-feira (29). No comunicado, o clube afirmou que manifestações realizadas individualmente por integrantes da comissão técnica não representam, necessariamente, o posicionamento institucional da agremiação.

A diretoria também declarou que não compactua nem apoia manifestações que possam ser interpretadas como ofensivas, preconceituosas ou que atinjam a honra, a imagem ou a conduta de dirigentes, treinadores, atletas, torcedores ou instituições esportivas.

O Santa Cruz ressaltou ainda que mantém relação de respeito e cordialidade com os demais clubes que compõem o futebol acreano e defendeu que a rivalidade esportiva permaneça restrita ao campo de jogo, dentro dos limites do respeito mútuo e da convivência institucional.

Na nota, o clube informou que desenvolve trabalho com mais de 130 jovens entre 9 e 20 anos e reiterou o compromisso com o fortalecimento do esporte, a formação cidadã e a construção de um ambiente esportivo equilibrado e respeitoso.

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