Trans Acreana pode deixar de operar no Acre; sindicalista alerta para possível colapso no transporte intermunicipal

Redação Folha do Acre

A permanência da Trans Acreana no transporte intermunicipal do Acre está ameaçada. O contrato entre a empresa e o Estado encerra em julho e a falta de definição já causa apreensão entre trabalhadores e lideranças do setor, que temem a interrupção de um serviço essencial para quem precisa se deslocar entre os municípios.

O presidente do sindicato dos transportes rodoviários, Antônio Neto, afirma que a empresa enfrenta dificuldades que se agravaram nos últimos meses. Ele cita a precariedade da BR-364, o aumento dos custos de manutenção e problemas financeiros que já afetam diretamente os funcionários.

“Mês passado houve atraso no pagamento dos colaboradores da empresa e as cestas básicas que são entregues todo dia 20 até hoje não foram distribuídas”, disse.

Neto denunciou ainda a concorrência desleal de veículos clandestinos, como caminhonetes e transportes alternativos que circulam sem fiscalização. Segundo ele, mais de 900 placas atuam irregularmente no estado, reduzindo a base de passageiros da Trans Acreana. “Esses transportes não oferecem gratuidade e empurram a empresa para um cenário em que só quem tem carteirinha vai poder embarcar”, alertou.

O sindicalista reforça que, sem a renovação do contrato, o sistema pode entrar em colapso, deixando trabalhadores desempregados e milhares de usuários sem opção de deslocamento. Ele afirma que espera uma posição do governo até junho e que, se nada avançar, um movimento grevista poderá ser inevitável.

A diretoria da Trans Acreana manifestou interesse em continuar operando no estado, mas ressalta que, sem um aporte do governo para garantir a gratuidade de idosos, pessoas com deficiência e atletas, a continuidade do serviço se torna inviável, comprometendo de vez o futuro do transporte intermunicipal.

Informações O Alto Acre

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