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Sula Ximenes diz que desistiu de candidatura para concluir obras do Deracre e anuncia retomada de frentes de trabalho no verão

Por Aikon Vitor, da Folha do Acre 29/05/2026 às 17:13

A presidente do Departamento de Estradas de Rodagem, Infraestrutura Hidroviária e Aeroportuária do Acre (Deracre), Sula Ximenes, afirmou que decidiu abandonar o projeto de disputar uma vaga nas eleições deste ano por entender que sua contribuição ao Estado é maior na área de gestão pública. A declaração foi dada nesta sexta-feira (29), durante entrevista ao jornalista Astério Moreira no programa Gazeta Entrevista, da TV Gazeta.

Após cerca de dois meses afastada do cargo para construir uma pré-candidatura, Sula retornou ao comando do órgão e afirmou que a experiência política foi positiva, mas reforçou sua identificação com o Executivo.

“Eu acho que eu contribuo mais no Executivo. Sabe? Eu gosto do Executivo. Gosto do Operacional. Eu acho que o Executivo é o meu lugar.”

Segundo ela, a decisão foi discutida com o senador Márcio Bittar, o ex-governador Gladson Cameli e a governadora Mailza Assis.

A presidente do Deracre afirmou que o retorno ao órgão também foi motivado pela necessidade de concluir obras iniciadas durante sua gestão.

“Quando eu pensei, eu vi que o Deracre precisava de mim neste momento de terminar algumas obras que eu havia lá atrás começado.”

Chuvas afetaram cronograma de obras

Durante a entrevista, Sula destacou que o inverno amazônico dificultou a execução de diversas obras em 2025. Segundo ela, as equipes precisaram interromper serviços em várias ocasiões devido ao excesso de chuvas.

“Pra você ter uma ideia, a gente trabalhava, parava, trabalhava, parava, as máquinas não saíam de dentro dos ramais porque não conseguia sair com tantas chuvas.”

Ela acrescentou que a expectativa é de avanço dos serviços com a chegada do período mais seco.

“Estamos entrando no verão. Muita ordem de reinício de obras. Agora é o momento da gente trabalhar.”

Projeto em Sena Madureira ficou parado por problemas de acesso

Entre os exemplos citados pela gestora está uma obra no Projeto Cazumbá, em Sena Madureira. Segundo ela, mesmo se tratando de uma intervenção de pequeno porte, as dificuldades logísticas impediram o avanço dos trabalhos.

“Ano passado, a gente não conseguiu trabalhar lá. É uma obra pequena, no valor de um milhão de reais, que é 700 quilômetros de ruas. Não conseguimos trabalhar porque não conseguimos chegar.”

De acordo com Sula, caminhões carregados com materiais de construção não conseguiam acessar a comunidade durante o período chuvoso.

“Quando a gente preparava o caminhão de tijolo pra ir, chovia. As ladeiras são enormes. Não sobe.”

Arco Viário e Sexta Ponte seguem em execução

Outro tema abordado foi o andamento do Arco Viário de Rio Branco, uma das principais obras de infraestrutura em execução pelo governo estadual.

Sula afirmou que esteve recentemente no local e garantiu que os trabalhos seguem normalmente.

“Eu estive lá ontem. Ontem eu fui lá dar uma olhada.”

Segundo ela, o projeto inclui a construção da chamada Sexta Ponte sobre o Rio Acre.

“Essa obra aí, ela também contempla uma ponte, que é a que nós chamamos a Sexta Ponte, de 326 metros.”

A presidente do Deracre destacou ainda a importância estratégica do empreendimento para a mobilidade urbana da capital.

“É uma mega obra. É aquela que vai tirar todo o fluxo de dentro de Rio Branco.”

Balanço da gestão

Ao fazer um balanço de sua atuação à frente do Deracre, Sula afirmou que o órgão entregou mais de 19 obras nos últimos anos e recebeu dezenas de homenagens institucionais.

“Tivemos, graças a Deus, muitas realizações. Só obra foram mais de 19 entregues.”

Ela também citou o reconhecimento recebido pela abertura do Ramal Envira, ligação terrestre entre Feijó, no Acre, e o município de Envira, no Amazonas.

“Até no Amazonas a gente ganhou porque nós abrimos o ramal Envira que liga Feijó à cidade de Envira, no Amazonas.”

Durante a entrevista, Sula ressaltou que a execução de obras na Amazônia envolve desafios permanentes relacionados ao clima, ao solo e à logística, fatores que, segundo ela, muitas vezes não são percebidos pela população.

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