A Polícia Civil do Acre passou a concentrar parte das investigações do ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, na análise do telefone celular do adolescente de 13 anos apontado como autor dos disparos.
A informação foi detalhada pelo delegado-geral Pedro Paulo Buzolin durante coletiva realizada na sede da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), na tarde desta terça-feira, 5. Segundo ele, o aparelho já foi apreendido e a Justiça autorizou o acesso aos dados.
De acordo com o delegado, o objetivo é verificar se há indícios de articulação com terceiros ou eventual participação em grupos que incentivem ataques, hipótese que ainda não foi confirmada. A linha de investigação também considera a possibilidade de o episódio ter sido uma ação individual.
“O aparelho será submetido à extração de dados para identificar se houve algum tipo de planejamento compartilhado ou influência externa”, afirmou.
O caso, que resultou na morte de duas funcionárias e deixou outros feridos dentro da unidade de ensino, segue sob apuração. O autor, aluno da própria escola, utilizou uma arma pertencente ao padrasto e, posteriormente, se apresentou às autoridades.
Durante a coletiva, que reuniu integrantes do comitê de crise do governo estadual, representantes das áreas de segurança, saúde e assistência social apresentaram as primeiras providências adotadas após o ataque, incluindo atendimento às vítimas e suporte psicológico à comunidade escolar.
A análise do conteúdo digital do adolescente é considerada peça-chave nesta fase inicial da investigação, que busca esclarecer a motivação e reconstruir a dinâmica do crime.
