Um levantamento divulgado pelo Atlas da Violência 2026, documento realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), revela que a maioria das vítimas de homicídios registrados no estado do Acre são pessoas negras e jovens.
Segundo os dados, a população jovem, na faixa etária de 15 a 29 anos, permanece no centro do alvo da violência letal no Acre, representando a fatia mais expressiva das estatísticas de mortes intencionais.
O perfil das vítimas de homicídio no estado repete um padrão de desigualdade social e de gênero: o fenômeno é majoritariamente masculino e negro (pretos e pardos).
A vulnerabilidade socioeconômica nas periferias urbanas e o forte assédio do crime organizado para o aliciamento de novos membros são apontados pelo Atlas como os principais combustíveis para a manutenção dessas altas taxas de mortalidade.
De acordo com o relatório, o Acre registrou uma taxa de 20,2 homicídios por 100 mil habitantes, índice que coloca o estado ligeiramente acima da média nacional, que fechou em 20,1.
Apesar de ainda figurar acima da linha média do país, o Acre consolidou uma redução de 56,6% no acumulado de mortes violentas intencionais nos últimos anos.

