O Ministério Público do Estado do Acre abriu um inquérito civil para apurar a entrada e o transporte de lhamas no Acre após a apreensão de um caminhão que circulava sem documentação considerada obrigatória pelos órgãos de fiscalização.
A investigação é conduzida pela Promotoria Especializada de Defesa do Meio Ambiente da Bacia Hidrográfica do Baixo Acre, sob responsabilidade do promotor de Justiça Alekines Lopes dos Santos. O objetivo é esclarecer a origem dos animais, as condições de transporte e possíveis irregularidades sanitárias, ambientais e criminais.
De acordo com o MPAC, o veículo foi interceptado na região do Posto Fiscal Tucandeira. Informações preliminares indicam que não foram apresentados documentos fiscais, autorizações sanitárias nem registros de trânsito animal que comprovassem a regularidade da carga.
Após a apreensão, o caso foi encaminhado à Polícia Federal, que deverá informar se houve instauração de investigação criminal, além das medidas adotadas para preservar a integridade física das lhamas.
O Ministério Público também demonstrou preocupação com relatos sobre possível risco à saúde dos animais. Entre os pontos que serão apurados estão indícios de desidratação, desnutrição, falta de ventilação adequada e ausência de acompanhamento veterinário durante o transporte.
Além da Polícia Federal, o MPAC enviou ofícios ao Ministério da Agricultura e Pecuária e ao Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre para verificar se houve fiscalização sanitária, inspeção clínica e avaliação de riscos epidemiológicos envolvendo os animais apreendidos.
Segundo o órgão ministerial, o caso exige medidas urgentes não apenas pela possível irregularidade documental, mas também pela necessidade de garantir proteção e cuidados imediatos às lhamas.
