Investigação sobre ataque em escola do Acre avança em duas frentes e mira responsabilidade sobre arma

Por Aikon Vitor, da Folha do Acre

A apuração sobre o ataque ocorrido no Instituto São José, em Rio Branco, passou a ser conduzida em duas linhas paralelas pela Polícia Civil do Acre, com foco na conduta do adolescente envolvido e na responsabilidade pela arma utilizada no crime.

A estratégia foi adotada diante da participação de um menor de idade e de um adulto no mesmo contexto, o que exige procedimentos distintos. De um lado, a investigação trata do ato infracional atribuído ao estudante de 13 anos; de outro, analisa se houve falha na guarda do armamento que acabou sendo levado para dentro da escola.

O revólver — uma pistola calibre .380 — pertencia ao padrasto do adolescente, que segue detido enquanto se avalia a eventual configuração de crime por negligência na custódia da arma.

Outro eixo considerado central pelos investigadores é a análise de dados digitais. O celular do adolescente foi apreendido e será periciado com autorização judicial, etapa considerada decisiva para identificar se houve planejamento prévio ou eventual com terceiros.

A polícia também trabalha na coleta de imagens e outros elementos técnicos que permitam reconstituir o que ocorreu dentro da unidade de ensino. Até o momento, não há confirmação de participação de outras pessoas.

No campo jurídico, o caso do adolescente segue os parâmetros do Estatuto da Criança e do Adolescente, que prevê medidas socioeducativas, incluindo internação por período limitado.

A expectativa inicial da polícia é concluir a investigação em cerca de 30 dias, embora o prazo dependa do volume de provas a serem analisadas. Segundo os responsáveis pelo caso, a prioridade é consolidar um conjunto robusto de evidências antes de qualquer conclusão definitiva.

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