Uma estudante que estava dentro do Instituto São José durante o ataque que deixou duas pessoas mortas na terça-feira (5) relatou os momentos de medo dentro da sala de aula. Segundo ela, os alunos inicialmente tiveram dificuldade para entender o que estava acontecendo.
“Foi desesperador. Na minha cabeça era coisa do meu ouvido, porque eu não estava raciocinando. Eu achei que era coisa da minha cabeça. Aí quando eu vi a professora Jussara falando, é tiro, abaixem. A gente só abaixou e começou a rezar. Eu só peguei meu terço na hora e comecei a rezar, rezar, rezar.”
A aluna também disse que conhecia o adolescente responsável pelo atentado e afirmou que ele não apresentava comportamento agressivo dentro do convívio escolar. Ela conta ainda que o atirador nunca sofreu bullying.
“Foi uma pessoa que a gente não imaginava. Fui do ciclo social dele. Ele era uma pessoa alegre e tudo, tinha tudo na vida. Ele nunca sofreu bullying, nada disso. Se ele sofresse bullying, ia atrás da pessoa que causou o bullying. E não atrás da diretora para atirar nela, matar ela. Isso não faz nenhum sentido”, afirmou.
A Polícia Civil instaurou procedimento para investigar a dinâmica do crime e apurar todas as circunstâncias do atentado. O padrasto do adolescente, dono da arma utilizada no ataque, havia sido preso preventivamente, mas foi liberado posteriormente.
Pedro Buzolin, delegado geral da Polícia Civil do Acre (PMAC), afirmou que a polícia também apura mensagens e publicações feitas nas redes sociais sobre possíveis novos ataques. Segundo ele, todas as informações serão analisadas pelas equipes de investigação.
