O deputado Edvaldo Magalhães (PCdoB) voltou a defender, na sessão desta terça-feira (26) da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), a convocação dos candidatos aprovados no cadastro de reserva do concurso do Corpo de Bombeiros Militar. O parlamentar afirmou que o aumento dos eventos climáticos extremos no estado reforça a necessidade de ampliação do efetivo da corporação e criticou a demora do governo em tomar uma decisão sobre o tema. Durante o pronunciamento, ele também reafirmou apoio à pauta dos trabalhadores da educação e anunciou que reapresentará emenda à Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para garantir o resgate do plano de carreira e da tabela salarial da categoria.
Ao iniciar a fala, Edvaldo saudou integrantes do movimento “Cabeças Brancas”, formado por aposentados da educação, e destacou que a proposta apresentada no ano passado será novamente protocolada durante a discussão da LDO. Segundo ele, o orçamento estadual precisa assegurar o cumprimento de compromissos assumidos com os profissionais da educação. “Não estamos aprovando orçamento para este ou aquele governo. Estamos aprovando o orçamento do Estado do Acre, e nele precisa estar garantida a justiça para homens e mulheres que dedicaram a vida inteira à educação”, afirmou.
Na sequência, o deputado chamou atenção para a situação dos aprovados no concurso do Corpo de Bombeiros Militar, cujo prazo de validade se encerra em 30 de junho de 2026. Edvaldo exibiu trecho da sessão do Tribunal de Contas do Estado (TCE-AC), que analisou consulta formulada pela Casa Civil sobre a viabilidade de convocação dos candidatos do cadastro de reserva. O parlamentar ressaltou que há mais de dois anos vem alertando para a necessidade de reforço na corporação diante do agravamento das crises climáticas enfrentadas pelo Acre. “Se existe uma área em que a contratação se justifica plenamente, é justamente a dos Bombeiros Militares, por conta das enchentes, secas prolongadas e queimadas que hoje fazem parte da realidade do nosso estado”, declarou.
Edvaldo Magalhães também citou dados da Confederação Nacional dos Municípios apontando prejuízos de R$ 3,7 bilhões causados por desastres naturais no Acre entre 2013 e 2025. O deputado lembrou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou que os estados apresentem medidas de enfrentamento às secas e queimadas, o que, segundo ele, exige planejamento e fortalecimento das estruturas de resposta do poder público. “Cada vez que acontece uma enchente ou uma seca extrema, o Estado precisa decretar calamidade e correr atrás de recursos. Não faz sentido ignorar a necessidade de ampliar uma estrutura que atua diretamente nessas emergências”, concluiu.
Ascom Aleac
