A Corregedoria-Geral da Polícia Militar do Acre (PMAC) informou, na noite desta terça-feira, 26, que irá apurar as denúncias envolvendo uma operação policial realizada no conjunto habitacional Cidade do Povo, no Segundo Distrito de Rio Branco, marcada por acusações de abuso de autoridade, invasão de propriedade e agressões contra moradores.
O posicionamento foi repassado à reportagem da Folha do Acre pelo corregedor-geral da PMAC, Jamysson Nery. Segundo ele, qualquer posicionamento oficial da corporação sobre o caso dependerá de autorização da comandante-geral da Polícia Militar, coronel Marta Renata.
Apesar disso, o corregedor confirmou que a ocorrência será apurada internamente e que os policiais envolvidos deverão prestar esclarecimentos sobre as acusações.
“O caso vai ser apurado pela corregedoria. As notas sobre o caso é só com autorização da comandante geral. Mas vamos apurar”, declarou.
As denúncias ocorreram após uma ação policial na Rua Maria de Jesus, Quadra 10, no Cidade do Povo. Familiares relataram que policiais militares teriam entrado em uma residência sem mandado judicial e agredido um jovem identificado pelas iniciais G. da S. F. com golpes de coronhada na cabeça.
Imagens obtidas pela reportagem mostram o rapaz ferido e com sangramento na região da cabeça.
Os familiares também afirmam que duas adolescentes grávidas identificadas pelas iniciais M.E., de 19 anos, e E.V. da S., de 17 anos, teriam sido agredidas ao tentarem impedir as supostas agressões durante a abordagem.
Vídeos gravados por moradores mostram pessoas pedindo que o jovem fosse conduzido à delegacia sem sofrer violência física durante a ação policial.
Até o momento, a Polícia Militar do Acre não divulgou nota oficial detalhando a versão da guarnição envolvida na ocorrência. O espaço segue aberto para o contraditório.

