Uma investigação em curso preocupa autoridades brasileiras: integrantes do Comando Vermelho estariam sendo enviados para o front da guerra entre Rússia e Ucrânia com um propósito estratégico de retornar ao Brasil capacitados militarmente para treinar outros membros da facção.
Segundo apuração da CNN Brasil, a organização criminosa estaria financiando passagens aéreas para membros sem antecedentes criminais viajarem à região do conflito como voluntários, dificultando o rastreamento pelas autoridades. O plano, segundo as suspeitas, seria transformar o campo de batalha europeu em uma espécie de escola militar clandestina para o crime organizado brasileiro.
O alerta vai além do combate convencional. As investigações indicam que o interesse da facção estaria também voltado para o aprendizado de tecnologias militares modernas, em especial o uso de drones de grande porte capazes de transportar cargas pesadas, equipamentos que ampliariam significativamente o poder operacional do grupo no território nacional.
Há indícios concretos de que o esquema já estaria em andamento. Brasileiros identificados como combatentes no conflito teriam retornado ao país e passado a atuar em áreas controladas pela facção no Rio de Janeiro. Registros obtidos por forças de segurança mostrariam, inclusive, sessões de treinamento com esse tipo de drone.
O cenário representa uma virada preocupante no perfil do crime organizado no Brasil. Se a ameaça historicamente se concentrava no tráfico de drogas e armas, o país agora pode estar diante de algo inédito: facções criminosas importando doutrinas de guerra testadas em um dos conflitos mais devastadores do século.
