Botão de emergência conecta escolas do Acre diretamente à polícia e já opera em 47 unidades

Por Aikon Vitor, da Folha do Acre

Um sistema digital voltado à resposta rápida em situações de risco já está em funcionamento em parte da rede estadual de ensino do Acre. Desenvolvido no âmbito da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública do Acre, o aplicativo Escola Segura permite que ocorrências sejam comunicadas instantaneamente às forças de segurança, sem necessidade de ligação telefônica.

A ferramenta funciona por meio de um botão virtual que, ao ser acionado, envia o alerta diretamente à central de operações, possibilitando o deslocamento imediato da viatura mais próxima. De acordo com o diretor operacional da pasta, Atahualpa Ribera, o objetivo é reduzir o tempo de resposta em situações emergenciais dentro do ambiente escolar.

Atualmente, o sistema está instalado em 47 escolas distribuídas entre Rio Branco, Cruzeiro do Sul, Brasiléia, Epitaciolândia, Assis Brasil e Bujari. Desde a implantação, foram contabilizados 25 acionamentos, número que inclui testes operacionais realizados durante a fase de instalação.

Entre os atendimentos efetivos registrados, estão casos de conflito entre estudantes, tentativa de furto dentro de unidade escolar e ocorrências nas imediações de colégios. Segundo a secretaria, o sistema também possui limitação geográfica, funcionando apenas dentro do perímetro das escolas cadastradas.

O acesso ao botão de emergência não é aberto aos alunos. A utilização é restrita a profissionais indicados pela própria unidade, como gestores, inspetores ou funcionários responsáveis pela segurança interna. A definição dos usuários autorizados é feita em articulação com a área educacional.

Em um episódio recente ocorrido em uma escola da capital, o acionamento formal do aplicativo não chegou a ser realizado, mas informações compartilhadas por terceiros permitiram a mobilização prévia de uma equipe policial.

A expectativa do governo estadual é expandir o alcance da ferramenta nos próximos meses. A meta é atingir a maior parte das escolas até o meio do ano e concluir a implantação em toda a rede estadual até dezembro.

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