Artigo: Quando a inocência deixa de ser protegida

Por Lúcio Costa

Existe algo profundamente errado acontecendo na sociedade.

Todos os dias surgem notícias envolvendo:

abuso infantil,
estupro de vulnerável,
exploração de menores,
violência contra crianças e adolescentes,
estupro coletivo.

E a sensação que fica é assustadora: como chegamos a esse ponto?

Houve um tempo em que certos crimes causavam choque coletivo imediato.

Hoje, continuamos chocados… mas também estamos cansados de ver as mesmas notícias repetidamente.

E talvez isso seja uma das partes mais perigosas: a normalização do absurdo.

A pergunta não é apenas sobre criminosos.

É sobre o tipo de sociedade que estamos formando.

O que está acontecendo com uma geração exposta desde cedo:

à pornografia,
à hipersexualização,
à perda de limites,
à banalização do corpo,
e à ausência de valores fundamentais?

Nenhum impulso justifica violência.

Nenhum desejo justifica destruir a inocência de uma criança.

Mas ignorar as raízes culturais e emocionais desse problema também não resolve nada.
O estado de Idaho, nos Estados Unidos, aprovou uma legislação que estabelece o fuzilamento como principal método de execução para condenados à pena de morte a partir de Julho de 2026.

A medida também amplia a possibilidade da pena capital para crimes extremamente graves de abuso infantil contra menores de 12 anos. Em outros países essa mesma medida já é tomada.

Uma pergunta silenciosa e necessária:

O que leva uma sociedade a endurecer tanto suas leis?

Talvez estejamos vivendo uma crise muito mais profunda do que parece.

Não apenas uma crise de segurança.

Mas uma crise:

moral,
emocional,
familiar
e humana.

Porque quando crianças deixam de ser protegidas… a sociedade inteira fracassa.

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