Artigo: a política, a hipocrisia e o povo cansado

Por Lúcio Costa

Há poucos dias, víamos políticos trocando acusações, ataques, ofensas e discursos inflamados.

Pareciam inimigos absolutos.

Hoje… os mesmos aparecem sorrindo, de mãos dadas, dividindo palanques, gabinetes e interesses.

E o povo observa tudo isso em silêncio.

Talvez uma das maiores causas da descrença política seja justamente essa: a facilidade com que convicções desaparecem quando o poder entra na conversa.

Muitos discursos parecem firmes… até surgir uma oportunidade conveniente.

E enquanto alianças mudam, o cidadão comum continua esperando:

  • saúde digna
  • segurança
  • educação
  • respeito
  • e promessas que quase nunca saem do papel.

O governo federal preparou um conjunto de medidas econômicas estimado em cerca de R$ 227 bilhões para 2026, ano em que o presidente da República deve disputar as eleições. Essas informações foram divulgadas pela CNN Money.

De acordo com o levantamento, o famoso “presente de grego”, cuja origem remonta à famosa lenda da Guerra de Troia, inclui anúncios de programas, reforços orçamentários e subsídios em diferentes áreas. Entre as medidas citadas estão propostas de renegociação de dívidas, investimentos em segurança pública e ações para reduzir o impacto da alta dos combustíveis. Diante de tudo isso surge uma pergunta legítima: quem pagará essa conta?

As campanhas são milionárias. Os discursos são grandiosos. As promessas parecem revolucionárias.

Mas o tempo passa… e boa parte do povo continua lutando pelas mesmas necessidades básicas.
Talvez o problema não seja apenas político.

Talvez seja moral.

Porque quando o poder vale mais que a coerência, a confiança do povo começa a morrer lentamente.

“Ser inteligente é uma maldição. Você entende o jogo, observa as mentiras, reconhe os padrões. Mas ainda precisa se fazer de idiota pra sobreviver”.

Albert Einstein.

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