Após ataque, MPAC formaliza grupo para atuar em riscos e crises nas escolas

Por Aikon Vitor, da Folha do Acre

Menos de dez dias após o episódio de violência no Instituto São José, o Ministério Público do Estado do Acre (MPAC) oficializou a criação de uma estrutura voltada ao monitoramento e enfrentamento de situações de risco no ambiente escolar.

Publicado nesta quarta-feira (13) no Diário Eletrônico, o ato assinado pelo procurador-geral Oswaldo D’Albuquerque Lima Neto institui o Grupo Especial de Atuação Integrada de Prevenção, Proteção e Resposta à Violência Escolar (GEVESC).

A proposta é centralizar e coordenar a atuação do Ministério Público em episódios de violência envolvendo escolas, com atuação que vai da prevenção à resposta em casos considerados graves.

Entre as funções previstas está o mapeamento de sinais de alerta dentro das comunidades escolares, a definição de protocolos para situações críticas e a integração com órgãos públicos de diferentes áreas. A iniciativa também prevê acompanhamento de desdobramentos de casos com maior impacto, como o ocorrido no início do mês.

O texto amplia o escopo de atuação ao incluir o ambiente digital como fator relevante. Situações como ameaças em redes sociais, disseminação de conteúdo violento e práticas de intimidação virtual passam a ser tratadas como parte da dinâmica de risco.

Além da resposta institucional, o grupo deverá atuar no suporte às vítimas e às escolas afetadas, com foco em atendimento psicossocial e medidas para evitar exposição indevida.

A coordenação ficará a cargo do procurador Sammy Barbosa Lopes. O grupo reúne membros de áreas estratégicas do MP, como o Grupo de Atuação Especial no Combate ao Crime Organizado (GAECO) e promotorias com atuação na infância e juventude.

Com a medida, o Ministério Público busca estruturar uma atuação mais sistemática diante de episódios de violência escolar, com foco na antecipação de riscos e na resposta coordenada a situações de crise.

Publicidade