O Acre continua entre os estados brasileiros classificados em situação de alerta, risco ou alto risco para casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), segundo dados divulgados nesta quinta-feira, 21, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), por meio do novo Boletim InfoGripe.
O levantamento considera a Semana Epidemiológica 19, correspondente ao período entre 10 e 16 de maio, e aponta que o estado integra o grupo de unidades federativas com incidência elevada da síndrome respiratória nas últimas semanas.
De acordo com a Fiocruz, ao menos 18 estados brasileiros apresentam sinais de crescimento ou manutenção de níveis altos de SRAG. O cenário acompanha o aumento da circulação de vírus respiratórios em diferentes regiões do país.
O boletim destaca que o avanço das internações está relacionado, principalmente, à circulação do Vírus Sincicial Respiratório (VSR), que tem maior impacto entre crianças pequenas, além da influenza A, associada ao aumento de hospitalizações entre idosos e adultos.
Na Região Norte, os estados apresentam comportamentos distintos em relação à doença. Enquanto algumas unidades demonstram estabilidade ou oscilação nos indicadores, o Pará registra crescimento mais expressivo nos casos ligados ao VSR.
Apesar da redução da circulação da Covid-19 em grande parte do país, a Fiocruz informou que o coronavírus ainda aparece entre as causas de casos graves e mortes, principalmente entre pessoas idosas e grupos considerados de maior risco.
Segundo o sistema nacional de vigilância, o Brasil já contabilizou mais de 63 mil notificações de SRAG em 2026. Quase metade dos registros teve confirmação laboratorial para algum vírus respiratório.
O InfoGripe é um dos instrumentos utilizados pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para monitorar o avanço das síndromes respiratórias e auxiliar autoridades de saúde na adoção de medidas de prevenção e resposta.
