O prefeito de Cruzeiro do Sul, Zequinha Lima (PP), fez duras críticas à articulação política conduzida dentro do governo Mailza Assis e deixou explícito o clima de insatisfação que cresce dentro do grupo.
Sem romper, mas elevando o tom, Zequinha escancarou o que até então era tratado apenas nos bastidores: a sensação de exclusão política e tentativa de esvaziamento de lideranças do interior, especialmente do Vale do Juruá.
“Sou do PP, sempre disse que apoiaria quem o ex-governador Gladson Camelí indicasse, mas eu vejo algumas pessoas dentro do governo não me querendo no projeto. Pelo menos alguns movimentos que eu tenho visto com relação a Cruzeiro do Sul é que não nos querem”, frisou.
Zequinha também criticou o modelo de construção política adotado, classificando como incoerente a tentativa de ampliar alianças enquanto lideranças da própria base são deixadas de lado.
“Não adianta você querer fazer uma uma aliança e isolar algumas pessoas”, frisou.
Na declaração mais grave, Zequinha sugere que há ações intencionais para enfraquecê-lo politicamente, ampliando o conflito para além de divergências pontuais.
“Algumas coisas estão sendo feitas para prejudicar minha pessoa, a Prefeitura de Cruzeiro do Sul, os municípios do Vale do Juruá, e isso nós não vamos permitir”, afirmou.
O prefeito também revelou que a Prefeitura de Cruzeiro do Sul tem sido ignorada em decisões estratégicas, o que, na prática, representa um rebaixamento político dentro do grupo governista.
“No decorrer da construção, a Prefeitura de Cruzeiro do Sul foi deixada de lado”, criticou.
Apesar do tom duro, Zequinha não anunciou rompimento com o governo Mailza.

