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Número de tentativas de homicídios cresce 33% em março no Acre, mostra levantamento

As tentativas de homicídio cresceram 33,3% no Acre entre fevereiro e março de 2026, segundo dados do Relatório Mensal Sintético de Mortes Violentas Intencionais (MVI), divulgado pela Polícia Civil. Foram 24 casos registrados em março, contra 18 no mês anterior.

O aumento chama atenção porque ocorreu mesmo com a leve queda no número de homicídios consumados. Em março, o Acre registrou 14 assassinatos, um a menos do que em fevereiro, quando houve 15 ocorrências. Em março do ano passado, haviam sido contabilizadas 20 mortes.

Os homicídios ficaram igualmente distribuídos entre capital e interior, com sete registros em cada. Por regional, a maior concentração ocorreu na área formada por Rio Branco, Bujari e Porto Acre, responsável por oito mortes. Já as regionais do Baixo Acre e Tarauacá/Envira não tiveram registros no período.

Na capital, a violência se concentrou principalmente na 2ª regional, que respondeu por seis dos sete homicídios registrados em Rio Branco.

O relatório aponta ainda que 64% dos homicídios foram cometidos com armas de fogo, reforçando a predominância desse tipo de armamento nos crimes letais.

As motivações iniciais mostram forte presença da criminalidade organizada. Segundo o levantamento, 36% dos casos têm relação com possíveis conflitos entre facções. Outros 36% foram classificados como decorrentes de motivos fúteis, como brigas e consumo de álcool. Já 14% dos homicídios estão ligados a execuções, enquanto os demais seguem sob apuração.

O relatório também mostra que o Acre não registrou casos de feminicídio nem de latrocínio em março. As tentativas de feminicídio, por outro lado, caíram de cinco para três casos no período.

Apesar das oscilações mensais, a Polícia Civil afirma que o Acre vem apresentando tendência de queda nos homicídios desde o pico registrado entre 2016 e 2018, período marcado pela intensificação dos conflitos entre facções criminosas.

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