Moradores do bairro Jardim Tropical, em Rio Branco, denunciaram nas redes sociais a situação de uma residência onde há acúmulo de lixo e entulhos há vários anos. Segundo relatos, o problema persiste há pelo menos quatro anos e tem causado preocupação devido à presença de animais peçonhentos e riscos à saúde na vizinhança.
Vídeos gravados por moradores circularam nas redes sociais e ampliaram a repercussão do caso. Na segunda-feira, 13, equipes da Secretaria Municipal de Assistência Social e Direitos Humanos (Sasdh) estiveram no local e iniciaram a articulação de uma ação conjunta com outros órgãos para avaliar a situação.
De acordo com a secretaria, o morador da casa é idoso, vive sozinho e está internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Pronto-Socorro de Rio Branco desde a semana passada. O motivo da internação não foi informado.
Entre os moradores que relataram o problema está a influenciadora Ludmilla Cavalcante. “Está cada vez pior. Agora que está extremamente insalubre pra todo mundo. A gente não sabe nem como ele entra, nem como sai daí”, afirmou.
Segundo ela, a situação não é recente e já teria exigido intervenção anterior. “Ele sempre foi acumulador. Piorou muito de quatro anos e meio pra cá, que foi quando ele voltou do Nordeste. Passou um tempo fora, aí começou com essa compulsividade de juntar caixas, nichos de madeiras e afins”, disse.
O secretário municipal Ivan Ferreira informou que, por se tratar de um imóvel particular, a prefeitura não pode acessar o local sem autorização judicial. O caso foi encaminhado ao Ministério Público do Estado do Acre, por meio da Promotoria da Pessoa Idosa, que acompanha a situação e ingressou com ação no Tribunal de Justiça do Acre.
“A gente acompanha a situação, teve a repercussão do vídeo, os moradores estão preocupados. Estamos trabalhando para buscar solução. É um caso preocupante, complexo, e a prefeitura não tem como adentrar em um espaço sem autorização”, explicou o secretário.
Ainda segundo Ivan Ferreira, a gestão tenta localizar familiares do morador, que seria natural do Rio Grande do Sul. Há também a possibilidade de atuação conjunta com órgãos como vigilância sanitária, meio ambiente e controle de zoonoses, dependendo da decisão judicial.
