A Universidade Federal do Acre publicou, na última terça-feira (7), a primeira chamada do vestibular de Medicina, com oferta de 80 vagas. Pela primeira vez, a maioria dos convocados tem vínculo com o estado: 70 dos selecionados residem no Acre.
O resultado é considerado histórico quando comparado aos anos anteriores, em que o ingresso ocorria por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) e o número de estudantes acreanos aprovados era menor.
A mudança para um vestibular próprio foi determinante para o novo cenário. O modelo permitiu a aplicação do bônus regional, ampliando o acesso de candidatos que cursaram o ensino médio no estado.
Entre os aprovados, há estudantes de municípios como Senador Guiomard e Xapuri. Também foi registrado o caso de um candidato residente em Boca do Acre (AM), enquadrado nos critérios do bônus regional. Além disso, duas candidatas são de fora do estado, uma do Amazonas e outra do Distrito Federal, com documentação de residência em Rio Branco.
A decisão de retirar o curso de Medicina do Sisu ocorreu após entraves relacionados à aplicação do bônus regional, que não é permitido no sistema nacional. A realização do vestibular próprio contou com recursos de emenda parlamentar do senador Sérgio Petecão.
Apesar do resultado expressivo, nem todas as vagas foram preenchidas nesta primeira chamada. A cota destinada a candidatos de baixa renda, oriundos de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos, indígenas ou quilombolas (LBPPIQ) não atingiu o total previsto. As vagas remanescentes deverão ser redistribuídas conforme as regras do Ministério da Educação, em próximas convocações.
A universidade avalia que o aumento no número de estudantes locais no curso de Medicina reforça o papel da instituição na formação de profissionais voltados ao fortalecimento da saúde pública no Acre.

