A paralisação dos motoristas de ônibus em Rio Branco entrou em seu segundo dia nesta quarta-feira, 15, sem sinais de uma solução imediata. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Rodoviários de Passageiros e Cargas do Estado do Acre (SINTTPAC), Antônio Neto, o movimento mantém a estratégia de operação reduzida, com 30% da frota paralisada, enquanto a categoria aguarda um posicionamento oficial das empresas.
Até o momento, o cenário é de estagnação nas negociações. Segundo a liderança sindical, a empresa Ricco Transportes, principal alvo das reivindicações, não realizou qualquer contato ou tentativa de conciliação desde o início do movimento na manhã de ontem.
A greve é motivada por uma crise que atinge diretamente a estabilidade financeira dos rodoviários. A lista de pendências inclui o atraso no pagamento de salários, a falta de depósitos de FGTS e INSS, e uma situação que tem gerado revolta: o não repasse de valores de empréstimos consignados e mensalidades de convênios, que são descontados em folha, mas não chegam aos destinos finais.
“A reivindicação é atraso de salário, depósito de FGTS, INSS e pagamento de consignado que a empresa desconta do trabalhador e não repassa para os bancos. Isso está levando o trabalhador para o nome no Serasa”, afirmou Antônio Neto.
O sindicato também aponta que os repasses das mensalidades sindicais e convênios estão interrompidos desde dezembro, o que compromete a assistência aos trabalhadores e a própria manutenção da entidade.
População segue prejudicada
Com a manutenção da paralisação parcial, os usuários do transporte coletivo na capital acreana enfrentam mais um dia de dificuldades. As paradas de ônibus seguem com tempo de espera elevado e muitos passageiros têm recorrido a alternativas mais caras, como transporte por aplicativo e mototáxis, para conseguir chegar ao trabalho e aos compromissos escolares.
Informações A Gazeta do Acre
