A Polícia Federal, em ação conjunta com a Controladoria-Geral da União e com apoio do Gaeco/MPF/GO, deflagrou, nesta quarta-feira (15/4), duas operações policiais visando à repressão de crimes de corrupção ativa e passiva, de peculato-desvio, de lavagem de capitais e crimes licitatórios e irregularidades nos processos de seleção de empresas prestadoras de serviços, com possível direcionamento e simulação de concorrência. Estão sendo cumpridos 50 mandados judiciais.
A Operação Makot Mitzrayim cumpre 18 mandados de busca e apreensão nos estados de Goiás, do Tocantins e do Maranhão, no âmbito de investigação sobre desvio de recursos públicos mediante quarteirização e quinteirização de contratos realizados por duas organizações sociais que atuaram em Goiás.
Ao todo, quatro empresários foram presos preventivamente. Segundo apuração, os alvos das prisões são Hilton Rinaldo Salles Piccelli, Rudson Teodoro da Silva e Roberto Leandro Carvalho, ligados à empresa Mediall Brasil, além de Otávio Guimarães Favoreto, da Lifecare, que também teria envolvimento com o grupo. A empresa Mediall atuou no Acre durante a pandemia de Covid-19. Ela era era responsável administrar o hospital de campanha no Instituto de Traumatologia e Ortopedia (Into), em Rio Branco, durante a pandemia de Covid.
As diligências demonstraram que as organizações sociais contrataram serviços e empresas. Os serviços contratados foram prestados de forma superfaturada, possibilitando o desvio de verbas públicas. As verbas desviadas eram utilizadas para beneficiar ilicitamente os fraudadores das organizações sociais para pagar servidores públicos responsáveis pela fiscalização desses contratos.
A Operação Rio Vermelho cumpre 28 mandados de busca e apreensão e 4 de prisão preventiva e apura suspeitas de irregularidades na gestão de recursos públicos destinados ao enfrentamento da pandemia de Covid-19 em hospital de campanha administrado por organização social. As buscas ocorrem em Goiânia/GO, em Brasília/DF e em São José do Rio Preto/SP.
De acordo com as investigações, iniciadas a partir de auditorias da CGU, foram identificados indícios de que a estrutura da organização social teria sido utilizada como instrumento para viabilizar a obtenção de lucros indevidos por meio de contratações custeadas com recursos públicos.
As apurações apontam irregularidades nos processos de seleção de empresas prestadoras de serviços, com possível direcionamento e simulação de concorrência.
Foram identificados indícios de contratações voltadas à maximização de margens, com possível precarização das relações de trabalho por intermédio de estruturas simuladas. Também há vínculos entre dirigentes e empresas contratadas, o que pode indicar favorecimento indevido.
Com informações Ascom Polícia Federal

