A trajetória de Tailine Marques é um exemplo de superação diante das adversidades. Vítima de uma tentativa de assalto em 2017, quando foi baleada ao levar comida para o irmão que trabalhava como vigia, ela precisou reconstruir a própria vida após adquirir uma deficiência.
Em entrevista exclusiva ao jornal Folha do Acre, concedida na noite da última sexta-feira (9), no Parque do Ipê, Tailine contou como a prática de atividade física, por meio da “caminhada” em cadeira de rodas, tem sido fundamental no seu processo de reabilitação e retomada da autonomia.
“Eu passei assim com depressão em casa, porque tipo assim, quando uma pessoa nasce com uma deficiência é uma coisa. Agora depois de 23 anos levando uma vida normal, ficar deficiente é outra coisa”, relatou.
De acordo com ela, o processo de aceitação foi longo e exigiu acompanhamento profissional. Ao longo de cerca de cinco anos, Tailine enfrentou desafios físicos e emocionais, com suporte de neurologista, psicólogo e uso de medicação.
“Demorou, foi um processo de aceitação e adaptação. Então eu demorei assim uns cinco anos pra me aceitar e me adaptar. Fiz acompanhamento com neurologista, psicólogo, tomei remédio, até o meu cérebro normalizar por um tempo”, destacou.
Atualmente, Tailine celebra conquistas importantes, como o retorno à direção, com veículo adaptado, e uma rotina mais ativa. No Parque do Ipê, ela realiza caminhadas utilizando a cadeira de rodas, atividade que se tornou símbolo de independência e qualidade de vida.
“Hoje eu já dirijo, o carro tá adaptado, voltei a dirigir. Então eu fui uma vida mais ativa”, afirmou.
A história de Tailine Marques revela a força de quem transformou um episódio de violência em motivação para seguir em frente, encontrando na atividade física um caminho para superar limites e reconstruir a própria vida.

