Acre supera média nacional e registra alta de 14,3% no abate de bovinos, com mais de 644 mil cabeças

Redação Folha do Acre

O Acre registrou o abate de 644.196 bovinos em 2025, o que representa um crescimento de 14,3% em relação ao ano anterior, quando foram abatidas 563.599 cabeças. Os dados fazem parte da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no fim de março.

As informações consideram apenas os abates realizados em estabelecimentos com inspeção sanitária federal, estadual ou municipal, garantindo que os números reflitam a produção formal e certificada do estado.

No levantamento da Pesquisa Trimestral do Leite, o IBGE trabalha também com dois conceitos diferentes que ajudam a entender o funcionamento da cadeia produtiva do setor lácteo no país. 

Segundo os dados, o volume de leite adquirido em 2025 foi de 10.986 litros, o que considera o total comprado pelos laticínios diretamente dos produtores rurais. Inclui o leite recebido em tanques de resfriamento, a coleta a granel e as entregas diretas. Esse indicador revela o nível de produção no campo e a capacidade de captação da indústria.


Já o leite industrializado registrou 10.986 mil litros, volume que corresponde ao leite que efetivamente passou por algum tipo de processamento nas indústrias, incluindo produtos como leite pasteurizado, e outros.

O presidente do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), José Francisco Thum, destacou que o crescimento do rebanho e o avanço do agronegócio no estado têm ocorrido em equilíbrio com as ações de preservação ambiental. Ele ressaltou que o Idaf exerce um papel estratégico na base da cadeia produtiva, garantindo segurança sanitária e condições para que outros setores possam se desenvolver.

Thum lembrou que, embora a população associe o órgão principalmente ao combate à febre aftosa, o Idaf atua em diversas frentes que impactam diretamente o cotidiano dos acreanos. 

“O leite, o queijo, a carne que chegam à mesa das famílias passam por processos de fiscalização e controle que muitas vezes não são percebidos, mas são fundamentais para a segurança alimentar”, afirmou.

Agência de Notícias do Acre

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