Acre registra crescimento de quase 3% no comércio varejista no último ano, mostra pesquisa

Redação Folha do Acre

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado do Acre (Fecomércio-AC) realizou uma análise dos dados da Pesquisa Mensal do Comércio, referentes ao mês de janeiro de 2026, divulgados recentemente pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Os dados apontam que, naquele período, o volume de vendas no comércio varejista restrito e ampliado cresceu 0,4% na comparação com o mês imediatamente anterior, com destaque para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos, com crescimento de 2,6%, seguido por tecidos, vestuário e calçados, com variação positiva de 1,8%. Já no varejo ampliado, que considera veículos, motocicletas, partes, peças e materiais de construção, o primeiro apresentou variação positiva de 2,8%, enquanto o segundo indicou variação positiva de 3,4%.

Por outro lado, combustíveis e lubrificantes tiveram variação negativa em todo o país de -1,3%, seguidos por livros, jornais, revistas e papelaria, com retração de -1,8% e, por último, equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação, com redução de -9,3%, indicando uma volatilidade sazonal nesse período.

A Federação do Comércio acompanha essas variações nos resultados do Acre que, por sua vez, apresentou variação positiva de 2,8% nas atividades do comércio varejista, acumulando crescimento de 2,8% nos últimos 12 meses, tendo o varejo ampliado apresentado variação positiva de 1,4%, mas ainda distante dos resultados obtidos por outros estados da região Norte, ficando acima somente de Roraima (0,4%) e Amapá (-1,7%).

A receita nominal de vendas também indicou resultados positivos para o comércio varejista, com variação positiva de 2,4% na comparação com o mês anterior, da mesma forma que a receita nominal de vendas, que apresentou variação positiva de 2,5%, mas ainda sem indicar um crescimento consistente, tanto no volume de vendas quanto na receita nominal, após um final de ano com retração em ambos os indicadores, quando foram negativos em todas as unidades da Federação.

O assessor da presidência da Fecomércio-AC, Egídio Garó, avalia que: “Não obstante os indicadores apresentarem variações positivas em janeiro, o comércio varejista de forma geral ainda sofre com os efeitos do endividamento do consumidor, com a alta dos juros e do dólar, além dos conflitos no Oriente Médio, cujos reflexos o setor vem percebendo desde dezembro do ano anterior. Por outro lado, apesar de a inflação ter aumentado 0,33% em janeiro e 0,7% em fevereiro, o cenário deve pressionar, a curto prazo, a elevação da taxa Selic”, concluiu Garó.

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