O Acre figura entre as unidades da federação com menor diferença salarial entre homens e mulheres, segundo o 5º Relatório de Transparência Salarial e de Critérios Remuneratórios divulgado pelo governo federal. No estado, a proporção de rendimentos indica nível de 91,9%, colocando-o entre os melhores índices do país.
O levantamento considera dados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) e abrange empresas do setor privado com 100 ou mais empregados. Em âmbito nacional, o estudo aponta que as mulheres recebem, em média, 21,3% a menos que os homens, percentual que se manteve estável em relação ao relatório anterior.
Apesar da desigualdade, houve crescimento da participação feminina no mercado de trabalho. O número de mulheres empregadas aumentou 11% no país, passando de 7,2 milhões para 8 milhões. Entre mulheres negras, o avanço foi ainda maior, com alta de 29%.
O relatório também mostra aumento na presença de mulheres em estabelecimentos com maior diversidade. No Brasil, o número de empresas com ao menos 10% de mulheres negras cresceu, assim como a adoção de políticas internas voltadas à equidade, como jornada flexível, auxílio-creche e ampliação de licenças.
No recorte regional, além do Acre, outros estados com menor desigualdade salarial incluem Piauí, Distrito Federal, Ceará, Pernambuco, Alagoas e Amapá. Já os maiores índices de diferença foram registrados no Espírito Santo, Rio de Janeiro e Paraná.
