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Troca de farpas na Saúde: Pedro Pascoal acusa Adailton de ser contrário à abertura de UPA; deputado responde

O secretário de Saúde, Pedro Pascoal, divulgou um vídeo nas redes sociais em que rebate as críticas feitas pelo deputado Adailton Cruz a respeito da transformação da Policlínica do Tucumã em uma UPA 24 horas. Pascoal classificou as críticas como levianas, eleitoreiras e sem embasamento técnico.

“Não sou de dar palanque a parlamentar, mas quando falas levianas são construídas meramente para angariar capital político, sem nenhum embasamento técnico, é preciso esclarecer a população. Como temos espaço físico estruturado, o que será necessário fazer são algumas pequenas adequações. A ideia é transformar a Policlínica do Tucumã em UPA 24 horas”, frisou.

Adailton, que já havia criticado o projeto na última terça-feira, reafirmou a não concordância e defendeu, antes de tudo, o interesse dos servidores. O parlamentar afirmou que vai ingressar com uma representação para suspender a mudança, considerando que os trabalhadores da Policlínica serão prejudicados.

“Hoje, nós estamos vivenciando mais uma prova do quanto o desrespeito e o descompromisso com a Saúde do Acre estão grandes nesse momento. Fomos chamados pelos trabalhadores e pelos pacientes, e está aqui uma ordem verbal para fechar a Policlínica do Tucumã, que atende diariamente milhares de pessoas, a partir da próxima quarta-feira, e transferir todos os servidores, como se fossem lixo, sem que nem sequer eles sejam ouvidos, lá para o outro lado da cidade, para o Segundo Distrito, onde, possivelmente, daqui a dois ou três meses, será inaugurada a maternidade”, disse Adailton.

Adailton disse ainda que os servidores da Saúde preparam uma manifestação para protestarem contra a decisão do governo.

“É um desrespeito sem tamanho. Estamos aqui com os sindicatos. Nós vamos pedir a suspensão desse processo e, na quinta-feira, vamos estar aqui nos manifestando para chamar a atenção da população e do governo, que tem que respeitar o trabalhador e respeitar os nossos pacientes, que tanto precisam. Isso é inadmissível”, concluiu.

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