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Suspeito investigado pela morte de acreana é preso pela PF por violência doméstica no Rio Grande do Norte

A Polícia Federal prendeu em Natal (RN) Thiago Augusto Sampaio Borges, de 43 anos, investigado no caso da morte da acreana Joycilene Sousa de Araújo, de 41 anos. A prisão ocorreu em cumprimento a um mandado de prisão preventiva expedido pelo Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), no âmbito de investigação relacionada a crime de violência doméstica.

A informação consta em decisão da Justiça do Rio Grande do Norte, que comunicou o cumprimento da ordem judicial. A reportagem tentou contato com a defesa do investigado, mas não obteve retorno, já que ele ainda não constituiu advogado nos autos.

De acordo com os documentos judiciais, Thiago foi localizado na capital potiguar e detido no dia 13 de fevereiro. Após a prisão, ele foi encaminhado à Superintendência Regional da Polícia Federal em Natal.

O mandado foi expedido durante investigação que apura a suposta prática do crime de divulgação de cena de estupro, sexo ou pornografia, em contexto de violência doméstica e familiar contra a mulher, previsto na Lei nº 11.340/2006, conhecida como Lei Maria da Penha.

Segundo o Ministério Público de Minas Gerais, a prisão preventiva foi solicitada para garantir a aplicação da lei penal, uma vez que o investigado não havia sido localizado para citação pessoal. Após tentativa frustrada de notificação, ele foi citado por edital, mas não se manifestou no processo nem apresentou defesa.

Morte de acreana

Joycilene Sousa de Araújo, conhecida como Joyce, morreu em 17 de novembro de 2024 no Instituto de Traumatologia e Ortopedia do Acre (Into-AC), em Rio Branco. A morte ocorreu após uma parada cardíaca provocada pela ingestão de comprimidos de uso controlado, uma semana antes.

Familiares da vítima acusam Thiago Augusto de envolvimento em episódios de violência psicológica, patrimonial e de indução ao suicídio. Segundo relatos apresentados à polícia, os prejuízos patrimoniais atribuídos ao suspeito podem chegar a cerca de R$ 200 mil.

A Justiça do Rio Grande do Norte atuou apenas no cumprimento do mandado, já que o processo principal tramita em Minas Gerais.

A Polícia Civil do Acre informou que a prisão não interfere na investigação conduzida no estado, que continua em andamento.

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