O proprietário da empresa Ricco Transportes e Turismo, Ewerson Dias, afirmou que a companhia enfrenta prejuízo de R$ 8 milhões ao defender a abertura da nova licitação para o sistema de transporte coletivo de Rio Branco anunciada nesta segunda-feira (9).
Durante entrevista à Rede Amazônica, Ewerson Dias afirmou que a Ricco acumula prejuízos operando o sistema em Rio Branco. Segundo ele, os números devem ser apresentados na declaração de imposto de renda da empresa.
“Se pegar o que recebemos e o que gastamos, em 2024 foram cerca de R$ 7 milhões de prejuízo. Em 2025 fechamos em pouco mais de R$ 8 milhões”, disse.
Há quatro anos, a Ricco opera o transporte coletivo da capital por meio de contratos emergenciais de seis meses. A empresa assumiu 31 das 42 linhas em fevereiro de 2022, após o abandono das rotas pela Empresa Auto Aviação Floresta.
Ainda conforme o empresário, a empresa opera com cerca de 50 linhas, tendo aproximadamente 100 veículos, contudo, algumas rotas têm baixa demanda de passageiros, o que afeta o capital financeiro. “Tem linha que transporta cerca de 1,8 mil passageiros por mês, então não paga o serviço prestado”, afirmou.
Outro ponto citado pelo empresário é o número de gratuidades no sistema. Segundo ele, quase metade dos passageiros utiliza algum tipo de benefício, como gratuidade ou meia-passagem estudantil. A tarifa na capital é de R$ 3,50. Já os estudantes, por exemplo, pagam apenas R$ 1.
“Novos investimentos dependem da licitação para definir quem vai operar o transporte público na capital. “Hoje temos mais de R$ 40 milhões investidos. Ninguém vai comprar 100 ônibus novos, algo em torno de R$ 95 milhões, sem saber se vai continuar operando”, explicou.
Nova licitação
Nesta segunda-feira, o prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom (PL), lançou uma nova licitação que visa a concessão e operacionalização do transporte coletivo da cidade.
Durante o anúncio, o prefeito afirmou que a realização da licitação é necessária para garantir segurança jurídica e permitir melhorias no sistema. De acordo com ele, contratos de curta duração dificultam a ampliação da frota e a modernização do serviço.

