Renúncia de Bocalom pode diminuir número de vereadores oposicionistas na Câmara de Rio Branco.

Por Matheus Aguiar, da Folha do Acre

Com a saída de Bocalom, bastidores da Câmara indicam que vereadores da oposição podem migrar para a base aliada com a chegada de Alysson Bestene

A renúncia do prefeito de Rio Branco, Tião Bocalom, que ocorrerá no dia 3 de abril começa a provocar reflexos diretos no cenário político da capital acreana, especialmente nos bastidores da Câmara Municipal. Com a saída do gestor, vereadores já projetam mudanças no comportamento das bancadas, principalmente da oposição.

Nos corredores do Legislativo, a avaliação é de que a bancada oposicionista deve perder força a partir do dia 3 de abril, quando o vice-prefeito Alysson Bestene assume oficialmente a Prefeitura de Rio Branco. A expectativa é de uma reconfiguração nas relações políticas entre Executivo e Legislativo.

Considerado um político de perfil mais conciliador, Alysson é visto por parlamentares como alguém aberto ao diálogo e à construção de consensos. Essa postura mais pacífica pode facilitar a aproximação com vereadores que, até então, mantinham uma posição mais crítica à gestão anterior.

A mudança no comando do Executivo municipal pode representar, na prática, uma redução das tensões políticas que marcaram parte da relação entre a Prefeitura e a Câmara nos últimos anos. Com um estilo mais diplomático, a tendência é que o novo prefeito busque estreitar laços e construir uma base mais sólida de apoio dentro do parlamento.

Apesar do clima de expectativa nos bastidores, o novo cenário político ainda dependerá, sobretudo, das primeiras decisões e da capacidade de articulação de Alysson Bestene à frente da Prefeitura. Os primeiros movimentos do novo gestor serão determinantes para medir o grau de adesão dentro da Câmara e indicar se, de fato, haverá uma reconfiguração duradoura das forças políticas, com redução da oposição e maior estabilidade na relação entre os poderes.

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