A gestão municipal de Rio Branco deu início a uma nova estratégia para enfrentar o problema do lixo urbano e, ao mesmo tempo, criar uma fonte alternativa de receita. Nesta segunda-feira (30), o prefeito Tião Bocalom autorizou a compra de uma usina de termoplástico, peça central do projeto Acre Recicla Rio Branco, com investimento estimado em R$ 4,5 milhões.
A proposta é transformar resíduos descartados diariamente, como plásticos, isopor e embalagens, em matéria-prima para novos produtos, inserindo o município em uma lógica de economia circular. A chamada “madeira plástica” deve ser um dos principais itens produzidos.
A iniciativa também tem um viés econômico. Segundo a prefeitura, o modelo atual de coleta e destinação de resíduos é deficitário e depende de recursos do orçamento público. Com a nova estrutura, a expectativa é reduzir esse impacto e, no médio prazo, gerar retorno financeiro por meio da comercialização dos produtos reciclados.
Durante o anúncio, Bocalom associou o projeto a uma mudança de visão sobre a política ambiental da capital. Ele afirmou que ações implementadas ao longo da gestão já contribuíram para reduzir práticas como queimadas e abertura de novas áreas, defendendo que desenvolvimento e preservação podem caminhar juntos.
A execução do projeto envolverá diferentes setores da administração municipal. A coordenação ficará com a Secretaria de Meio Ambiente, enquanto a coleta e logística devem ser integradas a outras pastas. Já a operação industrial e a venda dos produtos devem ser conduzidas pela Empresa Municipal de Urbanização (Emurb), que possui autorização legal para atividades comerciais.
De acordo com a secretária de Meio Ambiente, Flaviane Agustini Stedille, a implantação será gradual. A ideia inicial é estruturar o sistema a partir de ações educativas, especialmente em escolas, antes de ampliar o alcance para bairros e, posteriormente, toda a cidade.
O prazo previsto para instalação da usina é de até 210 dias. A partir daí, a prefeitura pretende colocar em funcionamento a cadeia completa, da coleta ao processamento, com a meta de transformar o lixo urbano em ativo econômico e ambiental para o município.
