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Prefeito de Feijó critica ação policial e cobra governo por crise na saúde

Por Por Gina Menezes, da Folha do Acre 03/03/2026 12:08
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O prefeito de Feijó, delegado Railson Ferreira, afirmou, durante audiência pública realizada nesta terça-feira (3) na Assembleia Legislativa do Acre, que houve “desproporcionalidade” na atuação das forças de segurança durante manifestação realizada no município. Segundo ele, a chegada de um comboio policial à cidade teria intimidado moradores que protestavam por melhorias no atendimento de saúde.

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De acordo com o prefeito, não foram apresentadas provas de ameaças a servidores públicos que justificassem o deslocamento de uma equipe numerosa. Ele destacou que os manifestantes eram familiares de pacientes que perderam parentes ou buscam atendimento médico adequado.

“Ali estavam pessoas que perderam filhos, mães e pais. Não havia criminosos ou traficantes”, declarou.

Durante a audiência, foi exibido um vídeo que mencionava a possibilidade de ocupação de prédios públicos caso as demandas não fossem atendidas. O prefeito afirmou, no entanto, que não houve ato concreto que configurasse ameaça iminente.

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Na mesma fala, o gestor negou qualquer atrito entre a prefeitura e o governo estadual. Disse que o município tem arcado com despesas que, segundo ele, são de responsabilidade do Estado.

Railson citou o pagamento mensal de cerca de R$ 80 mil em Tratamento Fora de Domicílio (TFD), investimento de R$ 250 mil no atendimento a aproximadamente 150 crianças com condições neurológicas e a realização de mutirões de especialistas com recursos próprios.

O prefeito também rebateu a interpretação de que o protesto teria motivação política. Segundo ele, a manifestação foi organizada de forma pacífica por moradores insatisfeitos com a situação do hospital local. “Nosso objetivo é encontrar soluções, porque a população precisa. Feijó sofre com a precariedade do hospital há muitos anos”, afirmou.

O prefeito declarou ainda ter solicitado a audiência pública aos parlamentares estaduais, incluindo o presidente da Assembleia Legislativa e membros da Comissão de Saúde, para discutir medidas concretas diante da crise no atendimento hospitalar no município.

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