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No Dia da Pessoa com Síndrome de Down, alunos da APAE mostram que inclusão se constrói todos os dias

Neste sábado, 21 de março, quando se celebra o Dia Internacional e Nacional da Pessoa com Síndrome de Down — data que simboliza a trissomia do cromossomo 21 e reforça a luta por inclusão e respeito —, o trabalho desenvolvido pela direção da APAE Rio Branco e pelos professores e gestores do Centro Dr. Chalub Leite, anexo à entidade, ganha destaque como referência em todo o Acre na promoção de dignidade, autonomia e acolhimento.

Na APAE, a data não se resume a uma lembrança no calendário. Ela se materializa nos corredores, nas salas de aula e, sobretudo, nos vínculos construídos diariamente entre alunos e educadores.

À frente da instituição, o presidente Lázaro Barbosa destaca o papel essencial do acolhimento. “Essa data nos lembra da importância de garantir respeito, inclusão e oportunidades. Aqui, nossos alunos são recebidos com carinho e atenção, porque acreditamos no potencial de cada um. O que fazemos é oferecer condições para que eles se desenvolvam e se sintam parte da sociedade”, afirma.

No Centro Dr. Chalub Leite, o ensino ganha contornos próprios, moldados pela sensibilidade e pela compreensão de que cada aluno possui seu tempo e sua forma de aprender. A diretora pedagógica, Sanmarah Alves, explica que o trabalho é guiado pela persistência e pelo cuidado integral.

“Nosso dia a dia é desafiador, mas tentamos todos os dias deixá-los felizes. Eles chegam aqui querendo se expressar, querendo mostrar que sabem e que conseguem”, ressalta.

Segundo ela, a instituição atua em dois eixos principais: o Atendimento Educacional Especializado (AEE), voltado para crianças, e a Educação de Jovens e Adultos (EJA), além de projetos que envolvem vida prática e preparação para o mercado de trabalho.

“A metodologia foge do ensino tradicional. A nossa didática é concreta. Trabalhamos com jogos, oficinas, rodas de conversa, filmes e atividades práticas. Só depois fazemos a intervenção pedagógica no caderno. Cada linha escrita, cada avanço, é uma vitória”, explica Sanmarah.

Ela reforça que o trabalho pedagógico vai além do conteúdo: “Aqui não é só ensinar. É amar, respeitar e ter paciência para esperar o tempo de cada um. Eles têm capacidade, sim. Eles conseguem aprender, sim”.

O impacto se reflete nos próprios alunos, como Naiana Pedrosa de Moraes Cordeiro; Gudson da Silva Lins; Flaviana de Souza Barros; Arlan Ferreira Gomes; Emanuelly Yasmin Souza Oliveira; Francisca Geiziane Martins do Nascimento; Tiago Moribe Lima; Ocilanio de Souza Barros; e Renato Anute de Lima, protagonistas dessa história.

Cada um deles representa mais do que um nome em uma lista. Representa um processo de construção, de persistência e de descobertas. São histórias que mostram que a inclusão não é apenas um conceito, mas uma prática possível e necessária.

Com cerca de 140 alunos atendidos atualmente, a APAE Rio Branco se consolida como um espaço onde o aprendizado acontece de forma contínua, respeitando limites e valorizando capacidades. Para muitos, o local é mais do que uma instituição: é uma segunda casa.

O Dia Internacional e Nacional da Pessoa com Síndrome de Down reforça, assim, uma mensagem essencial: a síndrome não é uma doença, mas uma condição genética. E, acima de tudo, é parte da diversidade humana que precisa ser reconhecida, respeitada e incluída.

Em Rio Branco, essa inclusão tem endereço, tem nome e, principalmente, tem histórias que seguem sendo escritas todos os dias — com coragem, afeto e a certeza de que cada pessoa tem seu lugar no mundo.

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