Durante agenda no Instituto Federal do Acre (Ifac), nesta terça-feira (3), a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, acompanhou de perto uma pequena mostra de projetos desenvolvidos por estudantes do Colégio Estadual Clínio Brandão, participante do Programa Mais Ciência na Escola.
Organizada pela própria escola, a apresentação reuniu iniciativas nas áreas de jogos matemáticos, programação e gamificação, robótica, fabricação digital e impressão 3D. Os trabalhos integram as atividades do laboratório maker implantado na unidade a partir da parceria com o programa federal.
A ministra circulou entre as bancadas, conversou com estudantes e professores e observou demonstrações práticas dos projetos, que envolvem desde a construção e programação de robôs até a criação de soluções interativas aplicadas ao ensino da matemática.
Segundo a diretora do colégio, Ismenia Marques, o projeto teve início em 2025 e já apresenta resultados expressivos. Atualmente, 20 estudantes integram o grupo de “makers”, com previsão de ampliação para 40 em 2026.
A escola foi selecionada a partir de proposta elaborada por um ex-aluno, o professor Fábio, que idealizou a criação do laboratório maker na instituição onde estudou. A adesão ao programa ocorreu após convite formal à gestão escolar.
“É a formação de uma geração de inovadores e empreendedores preparados para o mundo lá fora”, afirmou a diretora. Ela destacou que dois alunos já conquistaram prêmios em primeiro lugar em competições e que uma estudante irá representar a escola e o Acre em Brasília com projeto desenvolvido no laboratório.
Representando os alunos, José Vitor da Silva Moura, 13, estudante do 9º ano, afirmou que fazer parte da primeira turma de robótica da escola é um marco na trajetória educacional do grupo.
Segundo ele, o espaço maker vai além de um ambiente físico. “É um portal para o futuro, onde criatividade e curiosidade constroem novas possibilidades”, disse.
O estudante destacou que, por meio da robótica, os participantes têm contato com programação, eletrônica e mecânica, desenvolvendo habilidades como pensamento crítico, resolução de problemas e trabalho em equipe. Ele também mencionou a conquista de medalha de ouro em olimpíada estudantil como reflexo do novo modelo de aprendizagem.
O Programa Mais Ciência na Escola prevê a instalação de laboratórios maker em unidades públicas de ensino fundamental e médio, com equipamentos como impressoras 3D e kits de robótica, além da formação de professores.
