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Ministério da Saúde abre 8 vagas no Acre para especialização em Enfermagem Neonatal; veja edital

O Ministério da Saúde iniciou na segunda-feira, 16, o processo de seleção para a Especialização em Enfermagem Neonatal destinada a profissionais que atuam em unidades de referência do Sistema Único de Saúde (SUS). Ao todo, são ofertadas 310 vagas em edital nacional, com investimento de R$ 2,6 milhões.

No Acre, estão disponíveis oito vagas, todas para atuação em unidades de saúde da capital, Rio Branco. As inscrições podem ser realizadas até o dia 6 de abril por meio da plataforma SIGA-LS.

As oportunidades são direcionadas principalmente às regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, onde há maior necessidade de profissionais com essa formação. A previsão é que as aulas tenham início em junho.

Segundo o secretário de Gestão do Trabalho e da Educação na Saúde do Ministério da Saúde, Felipe Proenço, a iniciativa busca ampliar a qualificação dos profissionais e fortalecer a assistência neonatal no SUS.

“O objetivo é fortalecer e valorizar a enfermagem no SUS, além de qualificar a oferta de serviços e reduzir desigualdades regionais na assistência”, afirmou.

A especialização será executada pelo Instituto Nacional de Saúde da Mulher, da Criança e do Adolescente Fernandes Figueira (IFF/Fiocruz) e terá duração de 14 meses. A formação integra o programa Agora Tem Especialistas e pretende ampliar em mais de 30% o número de enfermeiros neonatais que atuam na rede pública de saúde.

Distribuição das vagas

Das 310 vagas ofertadas, 206 serão destinadas a capitais (66%) e 104 a municípios do interior (34%). Regionalmente, serão 56 vagas para o Centro-Oeste, 182 para o Nordeste e 72 para o Norte, contemplando 64 hospitais em 36 municípios brasileiros.

Em Rio Branco, os profissionais selecionados atuarão na Maternidade e Clínicas de Mulheres Bárbara Heliodora e no Hospital Santa Juliana.

O edital também prevê reserva de 172 vagas para ações afirmativas. De acordo com o Ministério da Saúde, a ampliação da formação especializada contribui para a identificação precoce de riscos, manejo clínico adequado e redução de óbitos evitáveis na atenção neonatal.

A iniciativa faz parte de uma estratégia do governo federal para ampliar a qualificação de profissionais na área da saúde materno-infantil. Em 2025, o Ministério da Saúde investiu R$ 17 milhões na Especialização em Enfermagem Obstétrica da Rede Alyne.

Esse programa reuniu 760 profissionais de enfermagem em parceria com 38 instituições de ensino superior e escolas de saúde pública. A formação foi executada pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), com apoio da Associação Brasileira de Obstetrizes e Enfermeiros Obstetras (Abenfo).

A maior concentração de profissionais selecionados ocorreu na região Nordeste, com 264 participantes distribuídos em 368 municípios. Também houve oferta de vagas em todos os estados da Amazônia Legal, totalizando 194 oportunidades.

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