O Tribunal do Júri de Águas Claras condenou, na noite desta quinta-feira (19), o ex-médico Lauro Estevão Vaz pela morte de sua mãe, Zely Alves Curvo, de 94 anos. O crime, que chocou o Distrito Federal em maio de 2024, ocorreu após o réu provocar um incêndio no apartamento onde a idosa vivia. A sentença fixou a pena em 45 anos de reclusão em regime inicial fechado.
Segundo a investigação e a decisão dos jurados, Lauro agiu motivado pelo desejo de controle financeiro. Ele não aceitava ter perdido a curatela da mãe e, consequentemente, o acesso aos rendimentos da vítima. O incêndio foi a forma encontrada pelo ex-médico para consumar o crime contra a própria ascendente.
O juiz André Ribeiro proferiu a sentença de 45 anos de prisão na noite desta quinta-feira (19), após decisão do júri/ Foto: Reprodução
Qualificadoras e Reincidência
Na sentença proferida pelo juiz André Ribeiro, foram reconhecidas três agravantes que elevaram a pena do homicídio: o emprego de fogo (meio cruel), o fato de o crime ter sido cometido contra a mãe (ascendente) e a reincidência criminal. Lauro Estevão já havia sido condenado anteriormente por tocar indevidamente em duas pacientes durante exames ginecológicos entre 2009 e 2010.
Além do homicídio, o ex-médico foi condenado pelo crime de fraude processual. Ficou comprovado que ele entrou no apartamento logo após o incêndio para retirar pertences da idosa, com o objetivo de alterar a cena do crime antes da chegada da perícia técnica.
Justiça e Punição
A decisão do Conselho de Sentença reforça a gravidade do ato, especialmente pela vulnerabilidade da vítima e pelo vínculo familiar rompido de forma violenta. Lauro Estevão Vaz iniciará o cumprimento da pena imediatamente em regime fechado, sem direito a recorrer em liberdade devido à periculosidade demonstrada e à natureza do crime.
